+ CPI

Vereadores do NOVO propõem CPI do Esgoto para investigar contrato com a BRK Ambiental em Blumenau

BRK Ambiental após 15 anos ainda não entregou nem metade da cobertura prometida de esgoto em Blumenau.

Vereadores do NOVO propõem CPI do Esgoto para investigar contrato com a BRK Ambiental em Blumenau
Foto: Assessoria
Publicado em 10/05/2025 às 13:59

Os vereadores Diego Nasato e Bruno Win, do partido NOVO, protocolaram a instauração da
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Esgoto na Câmara Municipal de Blumenau. A
iniciativa visa investigar possíveis irregularidades no contrato de concessão de esgotamento
sanitário firmado entre o município e a empresa BRK Ambiental.
O contrato original, assinado em 2010, previa universalização da cidade com rede coletora de
esgoto. No entanto, após cinco aditivos e mais de uma década de vigência, apenas 49% da cobertura
foi entregue. O último aditivo, que estende a concessão até 2065, prevê cobertura de 60% de coleta
por tubulação e 40% de sistema de foça e filtro, um claro retrocesso, segundo os parlamentares.
A CPI proposta irá apurar, entre outros pontos:
● A alteração substancial do objeto da concessão, sem novo processo licitatório;
● A adoção de sistemas alternativos como fossas, com alto custo para os moradores e sem
estudos técnicos de viabilidade;
● A criação de um monopólio para limpeza de fossas, com cobranças de até R$ 600 por
serviço;
● O impacto tarifário gerado pelo 5º termo aditivo e pela Revisão Tarifária Extraordinária;
● A ausência de transparência e de participação popular em decisões que afetam diretamente
os cidadãos.
Para Bruno Win e Diego Nasato, a criação da CPI é uma resposta à crescente insatisfação popular:
“Não podemos aceitar um contrato que foi prorrogado, alterado e inflado em valor e prazo, sem que
isso se reverta em benefícios reais para a população.”
No momento, os vereadores aguardam a coleta das assinaturas necessárias dos demais
parlamentares da Câmara para que a CPI seja instaurada formalmente e possa dar início aos
trabalhos de investigação. A comissão terá prazo de 120 dias, prorrogável conforme o Regimento
Interno.
Segundo os autores, a CPI tem como missão proteger o interesse público, garantir a legalidade da
concessão, fiscalizar os recursos envolvidos e resgatar a confiança da sociedade na gestão do
saneamento básico em Blumenau.