ANISTIA
Vereador Lúcio Vanderlinde apresenta moção por anistia aos presos do 8 de janeiro
Parlamentar destaca necessidade de justiça proporcional, equilíbrio institucional e pacificação nacional.

Durante a sessão ordinária, o vereador Lúcio Vanderlinde fez um pronunciamento contundente em defesa da Moção nº 15/2025, que solicita aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal que deem prioridade à tramitação de uma proposta de anistia aos presos políticos relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A moção, de apelo simbólico e institucional, visa reforçar a importância de proporcionalidade, coerência jurídica e pacificação nacional. “Essa não é uma defesa do vandalismo, tampouco uma tentativa de apagar erros. É um chamado por justiça equilibrada e por respeito à Constituição”, declarou o vereador.
Durante o discurso, Lúcio relembrou a Lei da Anistia de 1979, ainda no regime militar, que perdoou diversos cidadãos – inclusive figuras públicas conhecidas – envolvidos em ações armadas contra o Estado brasileiro. Citou nomes como José Dirceu, Dilma Rousseff, Fernando Gabeira e Frei Betto, que posteriormente puderam reconstruir suas vidas e exercer funções públicas.
“Se o Brasil foi grande o suficiente para perdoar pessoas envolvidas em ações armadas, sequestros e ataques à bomba, por que não pode perdoar agora aqueles que seguravam bandeiras e bíblias?”, questionou Lúcio. O vereador reforçou que não está pedindo proteção a vândalos, mas justiça equilibrada para manifestantes pacíficos, que exerceram seu direito constitucional de manifestação.
Durante o pronunciamento, Lúcio mencionou também a presença de um dos detidos em 8 de janeiro, o senhor Antônio, no plenário da Câmara, como símbolo da importância humana do debate.
A moção tem como objetivo instar o Congresso Nacional a olhar para a situação com serenidade e espírito democrático, buscando caminhos que reforcem a união nacional. “O país precisa de reconciliação. Essa moção é um passo para isso. Queremos paz, justiça e equilíbrio. Queremos um Brasil unido novamente”, concluiu o vereador.



