PRISÃO
Vendedor de yakisoba é preso suspeito de matar jovem e jogar corpo para cães
Chinês foi capturado em São Paulo após desaparecer; corpo da vítima foi atacado por pit bulls em imóvel ligado ao suspeito

Foi preso na tarde desta segunda-feira (16) Zhaohu Qiu, de 35 anos, conhecido como “Xau”, acusado de matar Marcelle Julia Araújo da Silva, de 18 anos, no Rio de Janeiro, e de jogar o corpo da vítima para cães. De nacionalidade chinesa, o homem atuava como vendedor de yakisoba em um trailer no bairro Jardim América, na Zona Norte carioca.
A prisão temporária de Zhaohu foi decretada no domingo (15) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e sua captura ocorreu em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após ação conjunta entre a Delegacia de Homicídios da Capital (RJ) e a Polícia Civil de São Paulo.
Marcelle estava desaparecida desde a noite de quinta-feira (12). Seu corpo foi encontrado três dias depois, enrolado em uma lona azul, dentro de um imóvel em obras pertencente ao suspeito. No local estavam também dois cães da raça pit bull, que, segundo testemunhas, atacaram o corpo da vítima.
Imagens e testemunhos ligam o suspeito ao crime
Câmeras de segurança flagraram Marcelle chegando de bicicleta à casa do suspeito. Depois, as imagens mostram Zhaohu saindo do local empurrando um carrinho de mercado com uma lona semelhante à que foi encontrada envolvendo o cadáver da jovem.
A tia-avó da vítima, Cláudia Luciana de Araújo, revelou que amigas de Marcelle relataram uma obsessão do chinês pela jovem, dizendo que ele mantinha “muitas fotos dela no celular”. Apesar disso, a jovem afirmava que eram apenas amigos.
— Vimos imagens da Marcelle entrando na casa dele à noite e, no dia seguinte, ele sai com o carrinho. A lona era a mesma. Ninguém achou estranho, porque ele fazia isso para vender yakisoba. Mas, dessa vez, o corpo dela estava lá dentro — contou a tia-avó.
Após perceberem o desaparecimento da jovem, a família entrou em contato com o suspeito. Em três ligações feitas entre quinta e sexta-feira, ele apresentou versões diferentes. Primeiro, disse que Marcelle havia ido embora ainda na noite anterior. Depois, afirmou que estava dormindo. Em seguida, que estava trabalhando na Cidade de Deus e só voltaria na segunda-feira.
A jovem foi dada como desaparecida até a descoberta do corpo na comunidade Beira Rio, na Pavuna.



