ELEIÇÕES 2026
Um caminho mais curto começa a se desenhar no tabuleiro de 2026
Movimentos estaduais abrem possibilidades, enquanto reflexos locais seguem em aberto

O cenário político de Santa Catarina começa a ganhar forma para as eleições de 2026, e, à medida que as articulações avançam no plano estadual, algumas possibilidades passam a ser vistas como caminhos mais curtos dentro da complexa engrenagem eleitoral. No Vale Europeu, o nome de André Moser aparece com naturalidade nesse debate, especialmente diante de seu histórico eleitoral e da força demonstrada em Indaial.
Do ponto de vista estratégico, a escolha da legenda surge como um fator determinante. Nos bastidores, partidos como Republicanos e o Novo despontam como alternativas capazes de encurtar o trajeto até a Assembleia Legislativa. Projeções internas indicam que, nessas siglas, uma votação na casa dos 20 mil votos poderia ser suficiente para alcançar uma cadeira, tornando o projeto viável de forma objetiva e pragmática.
Os números reforçam essa leitura. Em 2020, André Moser ultrapassou a marca de 20 mil votos apenas em Indaial, um desempenho expressivo que evidencia enraizamento local, reconhecimento público e capacidade de mobilização. Em uma disputa estadual, esse capital político tende a se espalhar pela região, fortalecendo a ideia de competitividade real.
No plano estadual, os movimentos ganham ainda mais relevância diante das conversas que envolvem o governo e possíveis alinhamentos para 2026. A aproximação entre Novo e PL, caso se consolide, é vista por muitos como um arranjo que simplifica o caminho eleitoral e amplia as chances dentro de um projeto maior.
Ao mesmo tempo, esse desenho abre espaço para uma reflexão que ainda permanece em aberto: como essa construção estadual poderá se refletir em Indaial, onde Novo e PL ocupam campos distintos e fazem oposição entre si? A resposta não está dada, mas o tema naturalmente entra no radar político, especialmente quando se pensa em coerência territorial e leitura do eleitor.
Por ora, o que se percebe é um ambiente de observação e diálogo. As conversas seguem, os cenários são avaliados e o tabuleiro continua sendo montado, peça por peça, até que o desenho final de 2026 se torne mais nítido.



