TRABALHO PRISIONAL

Trabalho prisional movimenta R$ 32 milhões em Santa Catarina em 2025

Mais de 10 mil detentos atuam em atividades remuneradas por meio de parcerias com empresas e órgãos públicos

Trabalho prisional movimenta R$ 32 milhões em Santa Catarina em 2025
Foto: Secom/Gov SC
Publicado em 09/01/2026 às 12:20

O trabalho remunerado dentro do sistema prisional de Santa Catarina alcançou um patamar histórico em 2025. Ao longo do ano, as atividades desenvolvidas por pessoas privadas de liberdade renderam R$ 32 milhões aos cofres públicos, consolidando o modelo catarinense como um dos mais eficientes do país no uso do trabalho como instrumento de ressocialização e geração de receita.

Atualmente, mais de 10 mil detentos participam de programas de trabalho em diferentes frentes produtivas. Além de garantir uma ocupação digna e remunerada aos internos, o modelo permite que parte do valor arrecadado seja direcionada ao custeio do próprio sistema prisional, reduzindo o impacto financeiro para o Estado e liberando recursos para áreas como saúde, educação e segurança pública.

O sucesso do programa é sustentado por uma ampla rede de parcerias. Santa Catarina mantém mais de 200 convênios ativos com empresas privadas, prefeituras, órgãos do governo estadual e companhias de economia mista, que utilizam a mão de obra prisional em atividades industriais, agrícolas, de serviços e produção de bens.

Dentro das unidades prisionais, estruturas industriais vêm sendo implantadas para garantir segurança, produtividade e qualificação profissional. Um exemplo está na Penitenciária Feminina de Criciúma, onde internas atuam na produção de alimentos em larga escala. No local, 56 mulheres trabalham diariamente em um pavilhão industrial, fabricando pães, salgados, pizzas e doces congelados que somam mais de oito toneladas por mês.

Além do retorno financeiro, o programa tem um impacto direto na reinserção social. Os detentos recebem remuneração, parte da qual pode ser destinada às famílias, ao pagamento de indenizações judiciais e à constituição de uma reserva financeira para quando deixarem o sistema prisional, reduzindo a reincidência criminal e ampliando as chances de recomeço.

O modelo adotado por Santa Catarina mostra que investir em trabalho e capacitação dentro das prisões gera benefícios sociais, econômicos e institucionais, transformando o sistema prisional em uma ferramenta de desenvolvimento humano e também de responsabilidade fiscal.