ESPECIAL DIA DO PROFESSOR
“Somos a ponte que torna possível cada futuro”: a trajetória inspiradora da professora Deize Bastos
Há 33 anos na educação, Deize reflete sobre o poder de ensinar com amor e as transformações que viveu dentro e fora da sala de aula

Em mais um capítulo do Especial Mês do Professor, o Mais Notícias do Vale apresenta a história de Deize Bastos, uma profissional que há 33 anos dedica sua vida à educação, passando por diferentes etapas do ensino — do berçário ao ensino médio — e que hoje compartilha sua experiência com emoção e sabedoria.
Com um olhar sensível e cheio de amor pelo que faz, Deize define o professor como uma ponte que sustenta e conecta gerações, permitindo que cada aluno atravesse com segurança rumo ao futuro.
MNDV: Você atua na educação desde 1992 — uma trajetória impressionante! O que te motivou a escolher essa profissão e o que te faz continuar apaixonada pela educação até hoje?
Deize: Eu tive uma professora que ensinava com muito amor e ela fez com que eu me apaixonasse por Educação. O amor e a pureza das crianças me trouxeram até aqui, nos meus 33 anos de magistério.
MNDV: Ao longo desses mais de 30 anos de trabalho, você acompanhou muitas mudanças. Como foi vivenciar as transformações na educação, desde o berçário até o ensino médio?
Deize: Foram grandes transformações. Antes, o professor era a principal fonte de conhecimento, responsável por transmitir informações de forma expositiva. Hoje, a tecnologia faz parte da educação — plataformas online, aulas virtuais, inteligência artificial e recursos digitais tornaram o aprendizado muito mais interativo e acessível.
MNDV: Quais momentos mais marcaram sua carreira durante essas diferentes fases e gestões pelas quais passou?
Deize: A tecnologia é um marco pra mim, porque sou da época em que tudo era escrito e planejado no caderno, com anotações e rasuras. As gestões também mudam muito, pois cada gestor tem sua própria visão. O mais importante é que todos lembrem que o foco deve estar sempre no desenvolvimento das crianças e também no bem-estar dos professores, para que possam fazer uma educação cada vez melhor.
MNDV: Nos últimos anos, você trabalhou com uma turma de 4 anos. Como é lidar com crianças nessa faixa etária e o que esse contato diário ensina a você como educadora e como pessoa?
Deize: Trabalhar com crianças de 4 anos é algo muito rico. Elas te ensinam a ver a vida de um jeito leve. Quando você está triste, elas percebem e perguntam o que aconteceu. Essa pureza e sensibilidade me mostram que, mesmo nos dias difíceis, fazemos a diferença na vida delas.
MNDV: Você já viu muitas gerações passarem pela escola. Como foi a emoção de receber uma de suas ex-alunas agora como colega de profissão?
Deize: Foram muitas emoções. Recentemente reencontrei meu primeiro aluno — ele trouxe o sobrinho para a escola e me reconheceu! Também tirei uma foto com uma ex-aluna que hoje é professora. É gratificante ver que, de alguma forma, deixei marcas positivas na vida dessas crianças.
MNDV: O que considera ter mudado mais na sala de aula desde o início da sua carreira — os alunos, os recursos, ou o próprio olhar da sociedade sobre o professor?
Deize: Tudo mudou. Quando comecei, o professor era muito mais valorizado, até mais que o médico. Hoje, todos se sentem no direito de opinar sobre a sala de aula. As crianças passam mais tempo na escola do que com a família, e os recursos tecnológicos estão muito mais acessíveis. Com tudo isso, o professor precisou se reinventar.
MNDV: Com tanta experiência, que conselho você daria aos professores que estão começando agora na educação?
Deize: Que exerçam a profissão com amor e dedicação. Lá na frente, vão perceber que as sementes que plantaram estão dando grandes frutos — como eu vejo hoje.
MNDV: Para encerrar: qual mensagem você gostaria de deixar neste Dia do Professor para seus colegas e para seus alunos, sobre o valor e a beleza de ensinar?
Deize: “Que nós somos a ponte. Nem sempre lembramos que construímos, mas todos atravessam por ela. O professor sustenta, conecta, suporta o peso da travessia. Pode até ser esquecido, mas sem ele ninguém chegaria ao outro lado. PROFESSOR: a ponte silenciosa que torna possível cada futuro.”
A história de Deize Bastos é uma celebração da vocação de ensinar — um lembrete de que o tempo pode mudar a tecnologia e os métodos, mas o que transforma a educação continua sendo o mesmo: amor, paciência e propósito.



