COMITIVA
Senador Amin integra comitiva que irá aos EUA discutir tarifa de 50% imposta por Trump
Grupo de senadores brasileiros busca abrir diálogo com autoridades americanas para reverter medida que afeta exportações nacionais

O senador catarinense Espiridião Amin (PP-SC) fará parte de uma comitiva do Senado Federal que embarcará para os Estados Unidos entre os dias 29 e 31 de julho. A missão tem como objetivo dialogar com representantes norte-americanos sobre a tarifa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos importados do Brasil.
A medida adotada por Trump no início de julho gerou grande preocupação entre setores produtivos brasileiros, especialmente aqueles voltados à exportação de insumos que abastecem indústrias norte-americanas. Em resposta, o Senado brasileiro criou uma comissão temporária para liderar conversas com os EUA na tentativa de reverter os impactos econômicos do chamado “tarifaço”.
A missão será liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), atual presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Segundo Trad, o grupo está preparado para apresentar dados técnicos e econômicos que demonstram o impacto da decisão americana tanto para o Brasil quanto para os próprios Estados Unidos.
“O diálogo franco e técnico com as autoridades americanas é fundamental para defender empregos, investimentos e a competitividade das nossas empresas”, escreveu Amin nas redes sociais. “E também afeta os Estados Unidos, uma vez que muitos dos produtos exportados pelo Brasil são matéria-prima para produtos norte-americanos.”
Além de Amin e Trad, a comitiva será composta por mais seis senadores:
- Jaques Wagner (PT-BA) – Líder do governo no Senado
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Fernando Farias (MDB-AL)
- Carlos Viana (Podemos-MG)
O grupo espera que a agenda nos EUA envolva encontros com membros do Congresso americano, autoridades do setor comercial e representantes do governo federal. A intenção é defender a importância da parceria comercial entre Brasil e EUA e a necessidade de manter relações econômicas justas e equilibradas.



