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SC pode ter apenas um senador atual na disputa eleitoral deste ano

Esperidião Amin busca reeleição em meio à disputa interna da chapa bolsonarista

SC pode ter apenas um senador atual na disputa eleitoral deste ano
Foto: Reprodução
Publicado em 07/01/2026 às 12:13

Santa Catarina pode ter apenas um dos três atuais senadores com o nome nas urnas nas eleições de outubro deste ano. O senador Esperidião Amin (PP), cujo mandato se encerra em 2026, confirmou que é pré-candidato à reeleição e deve disputar uma das vagas ao Senado Federal.

Amin está no centro de uma disputa interna dentro do campo bolsonarista, concorrendo diretamente com o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e com a deputada federal catarinense Carol de Toni (PL). Como a chapa deve ter apenas duas vagas para o Senado, a definição dos nomes provoca tensões e rearranjos políticos no Estado.

A situação dos outros dois representantes catarinenses no Senado é distinta. A senadora Ivete da Silveira (MDB), que ocupa a vaga desde que Jorginho Mello deixou o Senado para assumir o governo de Santa Catarina, confirmou que não disputará a reeleição. Segundo sua assessoria, Ivete ainda avalia a possibilidade de concorrer a outro cargo, mas também considera atuar apenas no apoio a candidatos aliados nas eleições proporcionais.

Já o senador Jorge Seif (PL), que tem mandato até 2031, informou que não pretende concorrer a nenhum outro cargo nas eleições de 2026, permanecendo no Senado Federal.

A disputa pelo Senado ganhou ainda mais relevância nos últimos meses devido à estratégia do grupo bolsonarista de ampliar sua bancada na Casa. O objetivo é fortalecer politicamente o campo conservador e viabilizar iniciativas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuição exclusiva do Senado.

O principal alvo desse movimento é o ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões que atingiram diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, incluindo condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em Santa Catarina, a corrida se intensifica com a entrada de Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para o Estado e articula candidatura ao Senado. A manobra reduz o espaço político para Carol de Toni, que pode ser obrigada a trocar de partido caso queira manter a pré-candidatura.

O cenário catarinense acompanha uma tendência nacional. Levantamento recente indica que, dos 54 senadores que encerram mandato neste ano, ao menos 33 manifestaram intenção de disputar a reeleição. Outros 12 ainda avaliam o futuro político, seis afirmaram que não concorrerão e três devem buscar outros cargos, como governos estaduais ou a Presidência da República.