FUTURO
Quando o futuro surpreende: uma profissão cresce longe dos holofotes
Especialista aponta carreira tradicional como uma das mais promissoras de Santa Catarina nos próximos anos

O mercado de trabalho vive um período de transformação acelerada, impulsionado pelo avanço tecnológico, pelas mudanças no comportamento da sociedade e por novas demandas econômicas. Em Santa Catarina, esse movimento desperta uma pergunta recorrente: afinal, qual será a profissão do futuro?
Enquanto grande parte das discussões aponta para carreiras ligadas à inovação digital, à inteligência artificial e à tecnologia da informação, outras áreas tradicionais seguem crescendo de forma consistente. Entre elas, a medicina veterinária surge como uma das apostas mais promissoras para os próximos anos.
A avaliação é de Fabio Dall Alba, reitor da Estácio Santa Catarina, que acompanha de perto as tendências do mercado profissional no estado. Segundo ele, fatores sociais, econômicos e culturais colocam a medicina veterinária em um cenário de franca expansão.
Santa Catarina reúne características que favorecem esse crescimento. O estado possui forte presença do agronegócio, além de um perfil urbano marcado pelo aumento no número de animais de estimação e pela crescente preocupação com o bem-estar animal.
Para Dall Alba, a profissão deixou de estar restrita ao atendimento clínico tradicional. “A valorização do bem-estar animal impulsiona a ampliação e a sofisticação dos serviços veterinários. Hoje, áreas como diagnóstico por imagem, especialidades clínicas, cirurgias avançadas, nutrição animal e medicina preventiva ganham cada vez mais espaço e exigem profissionais altamente qualificados”, analisa.
Outro ponto decisivo é a incorporação de tecnologia aos serviços de saúde animal. Equipamentos modernos, exames avançados e soluções digitais ampliam o campo de atuação do médico veterinário, que passa a atuar em ambientes mais complexos e especializados.
Além disso, a medicina veterinária se consolida como estratégica ao dialogar diretamente com áreas da saúde pública e da pesquisa científica. O reitor destaca o conceito de saúde única, que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.
“Esse entendimento amplia significativamente o campo de atuação desses profissionais, especialmente em vigilância sanitária, controle de zoonoses, segurança alimentar e biotecnologia”, explica Dall Alba.
O crescimento do setor pet também impulsiona a valorização da profissão. Serviços voltados à estética, ao bem-estar e ao cuidado personalizado dos animais, como fisioterapia, reabilitação, comportamento animal e qualidade de vida, ganham cada vez mais espaço no mercado.
Segundo o especialista, mesmo em cenários econômicos desafiadores, o setor segue aquecido e resiliente. “Diante desse contexto, a medicina veterinária reúne características fundamentais para ser considerada uma das profissões do futuro”, conclui.



