ESPECIAL DIA DO PROFESSOR

Professor Alexandre: o educador que transforma curiosidade em ciência nas escolas de Indaial e Rio dos Cedros

Com aulas dinâmicas e projetos de iniciação científica, o educador atua no ensino fundamental e médio, inspirando alunos a transformar curiosidade em conhecimento

Professor Alexandre: o educador que transforma curiosidade em ciência nas escolas de Indaial e Rio dos Cedros
Foto: Arquivo Pessoal
Publicado em 04/11/2025 às 6:01

Neste Especial do Dia do Professor, o MNDV conversa com Alexandre, educador das redes de Indaial e Rio dos Cedros, que leciona nas áreas de Ciências e Iniciação Científica no ensino fundamental e médio. Conhecido pelo trabalho inspirador que desenvolve com os alunos, ele compartilha um pouco de sua trajetória, suas motivações e a forma como transforma a curiosidade em aprendizado.

MNDV: O que te motivou a seguir a carreira docente e dedicar-se ao ensino nas áreas de Ciências e Iniciação Científica?
Alexandre:
Minha motivação começou na infância, com a curiosidade em entender como as coisas funcionam e o prazer em compartilhar descobertas. Mas, sem dúvida, o ponto de partida foi o meu primeiro aquário, que ganhei da minha madrinha aos quatro anos. A partir dali, comecei a observar, testar e me encantar pelo mundo natural — e isso nunca mais saiu de mim.

MNDV: Você atua em diferentes contextos educacionais, entre Indaial e Rio dos Cedros, no ensino fundamental e médio. Como é equilibrar essas experiências e o que cada uma delas te ensina como educador?
Alexandre:
É um exercício constante de adaptação. No ensino fundamental, aprendo a ser mais lúdico e a transformar a curiosidade dos alunos em experiências concretas. Já no ensino médio, o desafio é conectar o conteúdo com questões globais e tecnológicas. Cada realidade me ensina a ser um educador mais completo e resiliente.

MNDV: Seu trabalho com iniciação científica tem despertado o interesse de muitos alunos. Como surgiu essa ideia e de que forma você incentiva os estudantes a desenvolverem projetos próprios de pesquisa?
Alexandre:
Surgiu do desejo de institucionalizar na escola a curiosidade que sempre me moveu. Procuro mostrar aos alunos como transformar observações do cotidiano em perguntas de pesquisa e como buscar respostas de forma estruturada. Também incentivo a participação em feiras, olimpíadas e congressos — o reconhecimento público dessas descobertas é um combustível poderoso.

MNDV: A ciência costuma despertar curiosidade e criatividade. Quais estratégias você usa para tornar suas aulas mais instigantes e participativas?
Alexandre:
Utilizo a Aprendizagem Baseada em Projetos, dividindo os alunos em grupos que desenvolvem mini-projetos a partir de desafios reais. Assim, eles aplicam a teoria na prática e se tornam criadores do próprio conhecimento. Sempre que possível, uso metodologias ativas que estimulam a autonomia e o pensamento crítico.

MNDV: Na sua visão, qual é o papel da iniciação científica na formação dos jovens e como ela contribui para o desenvolvimento de competências para a vida?
Alexandre:
A iniciação científica transforma curiosidade em método e protagonismo intelectual. Ela desenvolve pensamento crítico, autonomia e resiliência — competências essenciais para formar cidadãos que saibam questionar, resolver problemas e tomar decisões conscientes.

MNDV: Muitos professores enfrentam desafios para manter os alunos engajados. Como você lida com essa questão e o que considera essencial para motivar os estudantes?
Alexandre:
O segredo está em tornar o aprendizado significativo. Busco conectar o conteúdo com a realidade dos alunos e mostrar que a ciência é útil para resolver problemas do dia a dia. A diversidade de metodologias — como aulas práticas e desafios investigativos — mantém o interesse e reforça a relevância do que estão aprendendo.

MNDV: Há alguma experiência marcante ou projeto desenvolvido pelos alunos que tenha te emocionado ou te feito reafirmar o amor pela profissão?
Alexandre:
Não há uma experiência única — são muitas. Mas o que sempre me emociona é ver o momento em que o aluno percebe que é capaz, quando apresenta um projeto e entende que a ciência pode transformar a própria vida. Cada conquista me lembra por que escolhi ser professor.

MNDV: Neste Dia do Professor, que mensagem você deixaria aos colegas de profissão e também aos alunos sobre o valor da educação e da curiosidade científica?
Alexandre:
Aos colegas, deixo meu respeito e admiração por continuarem acreditando no poder transformador da educação, mesmo com todas as dificuldades. Aos alunos, reforço que a curiosidade é o primeiro passo para mudar o mundo. Questionar, experimentar e aprender são atitudes que abrem portas e transformam realidades.

Com uma trajetória marcada pela paixão pela ciência e pelo compromisso com a formação dos jovens, o professor Alexandre mostra que ensinar vai muito além de transmitir conteúdo — é inspirar, provocar e construir caminhos para o futuro.