DIVISÃO

Prefeitos do PP articulam apoio a Jorginho e expõem divisão interna no partido

Divergência entre bases e executiva reforça cenário de incerteza no partido

Prefeitos do PP articulam apoio a Jorginho e expõem divisão interna no partido
Publicado em 25/03/2026 às 18:53

O encontro articulado por lideranças do Progressistas (PP) em Florianópolis aconteceu nesta quinta-feira (26) e confirmou o movimento de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL).

O evento reuniu prefeitos, vereadores e deputados da sigla, consolidando uma mobilização das bases do partido. Um dos pontos que mais chamou atenção foi o fato de que não estava prevista — e não ocorreu — a presença da executiva estadual do PP no encontro.

A ausência da cúpula reforça o distanciamento entre as lideranças municipais e a direção partidária em Santa Catarina.

Bases ganham protagonismo

A mobilização contou com forte adesão de prefeitos e lideranças regionais, evidenciando um movimento organizado fora da estrutura oficial do partido.

O ato vai na contramão de sinalizações recentes da executiva estadual, que vinha indicando possível alinhamento ao projeto liderado por João Rodrigues ao governo.

Com isso, o encontro escancara um racha interno no PP, com diferentes alas defendendo caminhos distintos para as eleições de 2026.

Declaração repercute

Durante o evento, o governador reforçou sua aproximação com lideranças do partido. Ao final, fez uma brincadeira que rapidamente ganhou repercussão política ao mencionar o senador Esperidião Amin:

“Eu já votei mais de 10 vezes no Esperidião Amin e ele nunca votou em mim. Ele tem que votar uma vezinha, né?”

A fala, apesar do tom descontraído, foi interpretada como um recado em meio às articulações políticas e às divergências internas.

Cenário segue em aberto

Enquanto as bases avançam no apoio ao atual governador, a executiva estadual segue em tratativas com outras siglas, como União Brasil, MDB e PSD, discutindo possíveis alianças para a disputa estadual.

A falta de sintonia entre as duas frentes indica que o PP pode enfrentar dificuldades para atuar de forma unificada nas eleições, mantendo o cenário político catarinense indefinido.