INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil investiga fraudes em contratações na Prefeitura de Timbó

Operação aponta suposto esquema de favorecimento entre 2022 e 2024, na gestão anterior

Polícia Civil investiga fraudes em contratações na Prefeitura de Timbó
Foto: Divulgação
Publicado em 04/09/2025 às 12:08

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (4DECOR), deflagrou a operação Credenciamento para apurar crimes contra licitações e contra a administração pública que teriam ocorrido na Prefeitura de Timbó.

As investigações indicam que empresas ligadas a uma mesma família foram criadas para garantir múltiplas contratações pelo poder público, sem licitação, por meio do procedimento de credenciamento. O suposto esquema teria contado com a participação de servidores que direcionavam os contratos às pessoas jurídicas investigadas.

Os possíveis crimes ocorreram entre 2022 e 2024, período correspondente à gestão do ex-prefeito Jorge Kruger (PP). Segundo a Polícia, os envolvidos eram servidores comissionados e efetivos das Secretarias de Obras e Saúde, mas atualmente não integram mais o quadro da Prefeitura. Um deles faleceu.

Há indícios de que os servidores investigados receberam vantagens ilícitas em troca do favorecimento nas contratações. Como parte da operação, foram cumpridos seis mandados de busca domiciliar. Além disso, a Justiça determinou cautelarmente que os suspeitos estão proibidos de contratar com o poder público.

A atual administração, liderada pelo prefeito Flávio Buzzi (PL), divulgou nota oficial esclarecendo que as supostas irregularidades não têm relação com sua gestão.

Nota da Prefeitura de Timbó

A Prefeitura se compromete a auxiliar a Polícia Civil e o Judiciário em qualquer investigação, reforçando o compromisso com a verdade e transparência.”

“Com relação à operação da Polícia Civil, a Prefeitura de Timbó aguarda ser notificada oficialmente. Mas, diante dos fatos apurados, reforça que as contratações foram realizadas em anos anteriores, de 2022 a 2024, e não possuem relação com a gestão atual.

Os servidores alvos da operação também não fazem mais parte do quadro de funcionários públicos.