DEBATE INTENSO
Pedido de vistas no projeto 16/2025 gera debate intenso entre vereadores
Vereadores divididos sobre o futuro do Projeto 16/2025 e a necessidade de novas melhorias.

A última sessão da Câmara Municipal, no dia 08/04 foi marcada por um acalorado debate sobre o Projeto 16/2025, com a vereadora Carol Bertoldi fazendo um pedido de vistas, alegando a necessidade de uma reunião com o executivo, já marcada para o dia 09/04, buscando soluções e melhorias no projeto. O pedido gerou uma série de manifestações e questionamentos de outros vereadores, cada um com sua visão sobre o futuro da proposta.
O vereador Diogo Pinho foi o primeiro a se manifestar, destacando seu respeito pelo pedido de vistas, mas fazendo um questionamento relevante: “O que os vereadores fizeram quando o projeto saiu da Casa para que pudesse ser melhorado?” Ele se posicionou contrário ao pedido de vistas e também ao projeto, sugerindo que a falta de melhorias e emendas durante o processo indicava que o projeto, como estava, não atendia às necessidades da comunidade.
Na mesma linha, o vereador Henrique Fritz criticou o projeto, mencionando que precisou apresentar três emendas antes mesmo de chegar na metade do projeto. Fritz usou uma analogia para explicar seu posicionamento: “Não se compra uma calça que você precisa remendar logo de início”, reforçando sua opinião contrária tanto ao pedido de vistas quanto ao projeto.
O vereador Dudu Cunha seguiu o mesmo raciocínio e se mostrou contrário ao projeto, questionando a necessidade do pedido de vistas após tanto tempo de discussão. Ele ressaltou o tempo de tramitação e a falta de mudanças substanciais, acreditando que já era hora de uma decisão final.
O vereador José Peixer também se manifestou contrário ao projeto, destacando que não via necessidade de um novo pedido de vistas, uma vez que o projeto havia retornado à Casa sem alterações significativas ou emendas.
O vereador Lucio Vanderlinde pediu respeito ao trabalho daqueles que trouxeram as propostas de emenda ao projeto. Ele criticou a postura do CIMVI, que rejeitou as emendas e insistiu que o projeto fosse aprovado tal como estava. Vanderlinde, assim como outros, se mostrou contrário tanto ao pedido de vistas quanto ao projeto, destacando a demora no processo.
No entanto, o vereador Valmir Jordani se mostrou favorável ao pedido de vistas, argumentando que, pela primeira vez, a maioria dos vereadores havia se posicionado contra o projeto. Ele apontou que o CIMVI poderia ser mais flexível nas negociações e que, com esse novo posicionamento, poderia haver uma maior abertura para melhorias nas propostas.
O vereador Flavio Molinari também destacou a sensatez das palavras de Jordani e, embora fosse contra o projeto da maneira como estava, não impôs obstáculos ao pedido de vistas feito pela vereadora Carol. Molinari sugeriu que os vereadores reconsiderassem suas posições, pois, se a vereadora estava pedindo a oportunidade de melhorar o projeto, isso deveria ser respeitado.
A vereadora Carol Bertoldi, por sua vez, defendeu seu pedido de vistas, explicando que se tratava de um direito regimental. Ela questionou os demais vereadores se ninguém mais tinha dúvidas sobre o projeto e reafirmou que, apesar de ser contra o projeto da forma como estava, ela queria trabalhar para encontrar uma solução que o tornasse mais eficaz.
O vereador Jonatas Rosenbrock também se manifestou em defesa da vereadora Carol, reforçando que o pedido de vistas não deveria ser interpretado como um apoio ao projeto, mas sim como uma tentativa de aprimorá-lo. Ele deixou claro que era contrário ao projeto em sua versão atual, mas favorável à oportunidade de melhorar o que foi proposto.
Por fim, o vereador Valentin Blasius, embora respeitasse o pedido de vistas, lembrou que já haviam sido feitos quatro pedidos semelhantes nas sessões anteriores. Ele compartilhou suas próprias dúvidas sobre o projeto e afirmou que, com o passar do tempo, suas incertezas em relação à proposta aumentaram.
Com todos os posicionamentos expressos, o pedido de vistas foi finalmente aprovado com 7 votos a favor e 5 contra. Agora, o projeto segue em análise e, com a reunião marcada para o dia 09/04, espera-se que novas soluções sejam apresentadas, buscando o melhor para a comunidade.



