INVESTIGAÇÃO
Operação Pharos: homem investigado por venda de material de abuso infantil na Dark Web é alvo de ação em Santa Catarina
Investigação internacional aponta uso de criptomoedas para comercialização e extorsão de compradores. Mandado foi cumprido em Florianópolis nesta terça-feira (15).

Na manhã desta terça-feira, 15 de julho, foi deflagrada a Operação Pharos, uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, com apoio do Ministério Público Federal, da Homeland Security Investigations (HSI) – órgão dos Estados Unidos –, da Polícia Científica de SC e do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC (NIS/TJSC).
A operação teve como alvo um homem investigado por comercializar material de abuso sexual infantil (CSAM) em plataformas clandestinas hospedadas na Dark Web. O mandado de busca e apreensão foi cumprido em Florianópolis, com autorização da 1ª Vara Federal da Capital.
🌐 Esquema criminoso sofisticado e uso de criptomoedas
As investigações apontam que o suspeito administrava sites voltados à venda de pornografia infantojuvenil, com acesso por meio da Dark Web e forte atuação no Brasil e no exterior. Após realizar a comercialização ilegal do conteúdo, o investigado extorquia os compradores, utilizando capturas de tela das conversas como forma de ameaça.
Segundo o CyberGAECO, o indivíduo seria proprietário de uma carteira de Bitcoin usada em transações diretamente ligadas à distribuição de material criminoso. O uso de criptoativos servia para ocultar a identidade dos envolvidos e dificultar o rastreamento por autoridades.
A partir do monitoramento de transações financeiras, as autoridades conseguiram rastrear movimentações que ligavam o investigado a compradores estrangeiros, inclusive identificando um cidadão norte-americano como um dos financiadores do conteúdo ilícito. O brasileiro, alvo da operação desta terça-feira, foi diretamente vinculado a essas transações.
👮♂️ Preservação de provas e ação técnica
Durante a deflagração da Operação Pharos, a Polícia Científica de Santa Catarina atuou tecnicamente para preservar a cadeia de custódia das evidências digitais, garantindo a integridade dos materiais apreendidos para fins de investigação criminal.
🤝 Cooperação internacional e inteligência integrada
A investigação é fruto de uma colaboração internacional, com participação ativa da Homeland Security Investigations (HSI) – vinculada à Embaixada dos EUA em Brasília. A troca de informações entre os órgãos permitiu a identificação do suspeito e de suas conexões globais.
Além disso, a ação contou com o apoio estratégico do NIS/TJSC, fortalecendo o aparato de segurança digital e institucional envolvido no caso.
⚠️ Gravidade e perfil dos crimes
O caso se insere em um contexto de crescente atuação criminosa nas camadas mais ocultas da internet. O compartilhamento e consumo de pornografia infantil via ambientes virtuais é uma ameaça real, grave e em expansão, exigindo resposta rigorosa por parte das autoridades.
O Ministério Público reforça que o pseudo-anonimato da internet não garante impunidade e que medidas de inteligência e tecnologia estão cada vez mais eficazes na identificação e responsabilização dos envolvidos nesses crimes.
🔍 Operação Pharos: significado e simbolismo
O nome da operação faz referência ao Farol de Alexandria (Pharos) – uma das sete maravilhas do mundo antigo – símbolo de vigilância, orientação e luz diante da escuridão. A escolha ressalta o esforço das autoridades em iluminar os cantos mais obscuros da internet, reforçando o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes.
🛡️ Sobre o GAECO e CyberGAECO
O GAECO é uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina, composta por membros da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com foco no combate a organizações criminosas.
Já o CyberGAECO é o braço especializado do grupo, voltado à identificação, prevenção e repressão de crimes cometidos em ambientes digitais.
🔒 Investigação segue sob sigilo
O inquérito segue em sigilo judicial. Assim que houver liberação dos autos, novas informações poderão ser divulgadas à imprensa. O objetivo agora é aprofundar a análise do material apreendido e identificar outros envolvidos nas redes de abuso e extorsão operadas virtualmente.



