CRIME

O que a polícia descobriu dentro de uma pousada em Porto Alegre

Polícia revela novos desdobramentos macabros que envolvem um suspeito já preso

O que a polícia descobriu dentro de uma pousada em Porto Alegre
Foto: Polícia Civil, Reprodução
Publicado em 16/09/2025 às 12:20

A Polícia Civil revelou nesta terça-feira (16) informações inéditas sobre o feminicídio que abalou Porto Alegre. O suspeito, Ricardo Jardim, de 66 anos, preso no dia 4 de setembro, teria mantido o corpo da namorada dentro de uma geladeira de pousada antes de transportar parte dos restos mortais em uma mala até a Estação Rodoviária da capital.

De acordo com as investigações, o homem usava perfis falsos, ao menos três celulares e chegou a pesquisar como apagar digitais após cometer o crime. Ele também teria se passado pela vítima, utilizando um número de telefone de Brasília para enganar pessoas próximas.

O assassinato teria ocorrido entre os dias 8 e 9 de agosto. Ricardo nega a autoria, mas os indícios levantados até agora reforçam a participação dele. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda aguarda exames para confirmar se a vítima foi dopada antes da execução. Já está comprovado que o esquartejamento aconteceu após a morte.

O caso ganhou repercussão no dia 1º de setembro, quando funcionários da rodoviária encontraram uma mala com o tronco da vítima, após perceberem um forte odor. Dias antes, em 13 de agosto, pernas e braços haviam sido localizados em Porto Alegre. A perícia confirmou que todos os restos mortais pertencem à mesma pessoa.

Câmeras de segurança flagraram o suspeito disfarçado de máscara, bonés e luvas ao deixar a bagagem na rodoviária. A investigação segue em andamento, e o principal mistério agora é localizar o crânio da vítima.