INVESTIGAÇÃO
Nova vítima de apenas 8 anos leva Polícia Civil a ampliar investigação contra professor em Gaspar
Homem atuava na rede pública mesmo já tendo condenação por crime sexual

A prisão de um professor suspeito de estupro de vulnerável em Gaspar, ocorrida na última quarta-feira (19), levou à abertura de uma nova investigação por parte da Polícia Civil. Nesta semana, a família de uma menina de oito anos procurou as autoridades após reconhecer comportamentos semelhantes aos descritos no primeiro inquérito, indicando que a criança também pode ter sido vítima do docente.
O professor, que atuava nas disciplinas de Artes e Musicalização da rede pública, já estava preso preventivamente. Segundo o delegado Filipe Martins, responsável pelo caso, a nova denúncia apresenta relatos compatíveis com os demais registros e será apurada em um inquérito independente.
As apurações revelam que o homem teria cometido os abusos dentro da sala de aula, inclusive na presença de outros alunos. Um dos crimes ocorreu recentemente contra uma estudante de nove anos e motivou a prisão. Durante a investigação, verificou-se que o professor já era alvo de apuração desde outubro em Pomerode, onde outra criança, de seis anos, teria sido vítima. Além disso, ele possuía condenação anterior por crime sexual, mesmo assim continuava atuando com crianças.
Ao tomar conhecimento do mandado de prisão, o suspeito tentou se esconder em uma área de mata, mas acabou se entregando posteriormente, acompanhado de um advogado. À Polícia Civil, admitiu envolvimento nos crimes investigados em Pomerode e Gaspar.
O delegado reforçou que a identidade do suspeito não será divulgada por motivos legais, mas fez um alerta às famílias. “Orientamos que os responsáveis conversem com as crianças. Caso haja qualquer relato com conotação sexual, o boletim de ocorrência pode ser feito presencialmente na delegacia ou pela internet”, afirmou.
O homem responderá a um novo processo criminal. A legislação define o crime de estupro de vulnerável como “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos”.



