ELEIÇÕES 2026

Nota oficial do PT-SC expõe divisão interna e consolida frente com Merisio

Movimento interno pró-candidatura própria perde força diante da executiva

Nota oficial do PT-SC expõe divisão interna e consolida frente com Merisio
Publicado em 22/04/2026 às 7:00

A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina divulgou uma nota oficial para reafirmar o apoio ao ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB) como pré-candidato ao governo do Estado. A manifestação ocorre poucos dias após o lançamento do nome de Merisio por uma frente de partidos de centro-esquerda e esquerda, consolidando uma estratégia de unidade no campo progressista.

No documento, o partido reforça que a aliança está alinhada com o projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando o compromisso com a defesa da democracia, dos direitos sociais e a reconstrução do Estado.

Além de Merisio para o governo, a frente também mantém os nomes de Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) como pré-candidatos ao Senado. A composição reúne federações e partidos como PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede, PDT e PSB.

O principal motivo da reafirmação pública está na tentativa de conter um movimento interno dissidente. Um grupo minoritário do partido lançou o nome do ex-vereador Lino Peres como pré-candidato ao governo, defendendo candidatura própria do PT em Santa Catarina. A articulação é liderada por Bruno Zilioto, que argumenta pela ampliação do debate interno.

A resposta da executiva foi direta: qualquer linha tática diferente da definida oficialmente é tratada como posição individual, sem respaldo da direção partidária.

Nos bastidores, a avaliação é de que o movimento dissidente tem pouca viabilidade. O grupo responsável pela articulação teve desempenho limitado na última disputa interna do partido, ficando na última colocação na eleição pela presidência estadual em 2025, enquanto os demais grupos — majoritários — estiveram alinhados ao lançamento de Merisio.

A decisão também reflete um contexto mais amplo. A estratégia nacional do PT para a região Sul prioriza alianças em detrimento de candidaturas próprias. No Rio Grande do Sul, o partido abriu mão de candidatura própria em favor de uma composição com o PDT, enquanto no Paraná o apoio deve ser ao nome do partido aliado.