BOLSONARO

“Não vou desistir até que Bolsonaro esteja livre”, diz conselheiro de Trump

Jason Miller reafirmou apoio ao ex-presidente brasileiro em publicação no X neste domingo (10)

“Não vou desistir até que Bolsonaro esteja livre”, diz conselheiro de Trump
Foto: Redes Sociais
Publicado em 11/08/2025 às 7:18

O conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, afirmou neste domingo (10) que não vai desistir até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja libertado. A declaração foi publicada no X (antigo Twitter) em resposta a um seguidor.

“Para ser claro, eu não vou parar, eu não vou desistir, eu nunca vou desistir até que o presidente Jair Bolsonaro esteja livre”, escreveu Miller.

A resposta foi direcionada a um usuário que comentou: “É mais importante o impeachment de [Alexandre de] Moraes do que libertar Bolsonaro”.

A fala de Miller acompanha a posição recente do governo norte-americano. Ao anunciar um tarifaço de 50% sobre exportações brasileiras, Trump criticou a forma como o Brasil tem tratado Bolsonaro, classificando como “uma vergonha internacional”.

Segundo Trump, a medida tarifária entrará em vigor em 1º de agosto de 2025 e será aplicada a todas as exportações brasileiras para os EUA, além das tarifas setoriais já existentes. Ele afirmou ainda que mercadorias transbordadas para tentar evitar a cobrança também serão taxadas.

Prisão domiciliar de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro completou neste domingo (10), Dia dos Pais, o sétimo dia em prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que oito familiares participassem das comemorações na casa de Bolsonaro.

Entre os autorizados estão o sogro, Vicente de Paulo Reinaldo; a sogra, Maisa Torres Antunes; a nora, Fernanda Antunes; uma neta, dois sobrinhos e um irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A primeira semana de prisão domiciliar, decretada em 4 de agosto, foi marcada por buzinaços, carreatas e visitas de aliados e familiares. Bolsonaro está proibido de acessar as redes sociais, restrição que, segundo Moraes, foi burlada quando o ex-presidente utilizou perfis de seus filhos — motivo que teria levado à decisão de prisão domiciliar.