Morre Tony Marreta, ícone da luta livre brasileira e morador de Ascurra
Lutador conhecido como “O Italianinho” faleceu aos 74 anos em acidente de trânsito na cidade onde cresceu e escolheu viver
O universo da luta livre e do entretenimento está em luto com o falecimento de José Antonio Bona, mais conhecido como Tony Marreta, o Italianinho, aos 74 anos. O ex-lutador morreu na noite desta terça-feira (13), vítima de um acidente de trânsito em Ascurra, cidade onde residia. O carro que dirigia, um Fiat Uno, capotou na Rua Saxônia, no bairro Ribeirão São Paulo. Sua esposa, Marli Bona, também estava no veículo, ficou presa nas ferragens, mas sobreviveu.
Uma trajetória marcada por lutas dentro e fora dos ringues
Natural de Ituporanga, Tony foi criado em Ascurra desde os nove meses de idade. Perdeu a mãe ainda bebê e foi acolhido pela família Fachini, que o criou na cidade onde cresceria com o espírito aguerrido que o tornaria famoso nacionalmente.
Sua jornada nos esportes de combate teve início em Curitiba, onde estudou artes marciais. Pouco tempo depois, ingressou no famoso grupo “Os Gigantes do Ringue”, da TV Record, que estreou em 1986. Com um estilo marcante e o uso de uma marreta como parte de sua performance — o que originou seu apelido —, Tony Marreta se destacou como um dos nomes mais emblemáticos da luta livre no Brasil, acumulando cerca de 2 mil combates ao longo de 42 anos de carreira.
Com o encerramento do programa na televisão, Tony decidiu criar sua própria equipe de lutadores, levando o show da luta livre a diversas regiões do Brasil e até a outros países da América do Sul. Além disso, atuou como empresário de eventos e promotor de shows sertanejos, mantendo-se ativo no meio artístico e esportivo.
Mesmo com a vida agitada, nunca rompeu os laços com Ascurra, cidade à qual retornou em definitivo durante a pandemia, após quase duas décadas morando em Belo Horizonte.
Tony Marreta deixa um legado de perseverança, paixão pelas lutas e forte ligação com sua terra adotiva.



