SAÚDE

Método contraceptivo caro chega de graça ao SUS em Santa Catarina

Implante que custa até R$ 4 mil será oferecido a mulheres a partir de outubro

Método contraceptivo caro chega de graça ao SUS em Santa Catarina
Publicado em 29/09/2025 às 9:23

Um dos métodos contraceptivos mais modernos e eficazes do mundo chegará em breve à rede pública de saúde de Santa Catarina. A partir de outubro, o SUS começará a oferecer gratuitamente o implanon, um implante subdérmico que pode custar até R$ 4 mil na rede privada e garante prevenção da gravidez por até três anos.

A experiência pioneira do município de Biguaçu, na Grande Florianópolis, que desde 2023 já beneficiou mais de 2,1 mil mulheres, será expandida para todo o estado. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o público-alvo inclui adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, com prioridade para a prevenção da gravidez na adolescência e para populações em situação de vulnerabilidade social.

O implanon tem apenas quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro, sendo aplicado na parte interna do braço por profissionais de saúde capacitados. Além de não exigir manutenção durante três anos, o método é mais eficaz que a laqueadura e o DIU hormonal. Após a remoção, a fertilidade retorna rapidamente, permitindo novas tentativas de gravidez caso a mulher deseje.

Em setembro, o Ministério da Saúde recebeu 100 mil unidades do implante, que serão distribuídas a Santa Catarina e outros cinco estados: Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Roraima. A SES catarinense ainda não informou a quantidade que chegará no primeiro lote.

Para garantir a aplicação segura, no dia 23 de outubro será realizada uma oficina prática de qualificação para médicos, enfermeiros e gestores da Atenção Primária à Saúde. Nesta fase inicial, profissionais de 35 municípios com mais de 50 mil habitantes serão treinados para atuar como multiplicadores.

Além do Implanon, o SUS já oferece métodos como DIU de cobre, anticoncepcionais orais e injetáveis, laqueadura e vasectomia, mas apenas os preservativos garantem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A chegada do implante representa um avanço significativo no planejamento reprodutivo, ampliando o acesso a métodos de longa duração (LARC) com alta eficácia.