SÍMBOLO
“Menor que uma moeda”: sapinho-pingo-de-ouro vira símbolo oficial de Blumenau
Espécie rara e exclusiva da região do Morro do Cachorro passa a representar a identidade ambiental da cidade; lei prevê ações de educação e conservação

Blumenau tem um novo símbolo oficial: o sapinho-pingo-de-ouro (Brachycephalus boticario), uma das menores e mais raras espécies de anfíbio do Brasil. A novidade foi aprovada pela Câmara de Vereadores na última terça-feira (10), com base em um projeto de lei elaborado pela Prefeitura Municipal. Com a sanção, o animal passa a integrar os elementos de identidade ambiental e educativa da cidade.
O sapinho mede menos que uma moeda de cinco centavos e é exclusivo da região do Morro do Cachorro, entre os municípios de Blumenau, Gaspar e Luiz Alves, em Santa Catarina. Apesar de fazer parte de uma família com 36 espécies distribuídas pela Mata Atlântica, este em específico só pode ser encontrado nas áreas montanhosas e cobertas por floresta da região.
Símbolo ambiental e educativo
Para o poder público municipal, o sapinho representa uma “joia da biodiversidade local”, cuja existência reforça a importância da preservação dos ecossistemas nativos. A nova lei também prevê que o símbolo seja utilizado em ações educativas, com o objetivo de conscientizar a população sobre a conservação da fauna e da flora da Mata Atlântica.
O animal se junta à aracuã, ave símbolo de Blumenau desde 2010, como representante da identidade ambiental do município.
Pequeno, raro e vibrante
Descrito cientificamente apenas em 2012 e 2013, o sapinho-pingo-de-ouro pertence ao gênero Brachycephalus, conhecido por incluir os menores anfíbios do Brasil. Com um dorso marrom-amarelado e ventre alaranjado vibrante, a espécie tem hábitos sensíveis e vive entre folhas e musgos do solo da floresta, em áreas muito específicas e de difícil acesso.
A distribuição geográfica extremamente restrita torna o sapinho ainda mais vulnerável. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os dados disponíveis ainda são insuficientes para avaliar com clareza o nível de ameaça de extinção da espécie.



