FALÊNCIA

Justiça decreta falência da Yeesco, de Brusque

Empresa acumula dívidas de R$ 73 milhões e lidera reclamações no Procon

Justiça decreta falência da Yeesco, de Brusque
Foto: Yeesco/Divulgação
Publicado em 15/10/2025 às 13:24

A Justiça decretou, nesta terça-feira (14), a falência da empresa Yeesco, de Brusque, que atuava no setor de confecções e vinha enfrentando uma grave crise financeira. A decisão foi assinada pelo juiz Uziel Nunes de Oliveira, da Vara Regional de Falências, Recuperação Judicial e Extrajudicial de Jaraguá do Sul.

Com dívidas estimadas em R$ 73 milhões, a empresa era também campeã de reclamações no Procon de Brusque, principalmente por vendas on-line não entregues dentro do prazo.

De acordo com a decisão, a Yeesco estava em processo de recuperação judicial desde outubro de 2024, mas o plano de pagamento das dívidas — que previa descontos e prazos de até dez anos — foi rejeitado por mais de 80% dos credores. Tanto o Ministério Público quanto o administrador judicial se manifestaram pela inviabilidade da proposta, pedindo a decretação da falência, o que foi acatado pelo magistrado.

O processo agora entra em uma nova fase, em que serão listados os credores da empresa — entre eles funcionários, ex-funcionários e fornecedores. Após a publicação da lista, haverá um período para contestações e ajustes. Em seguida, será iniciado o levantamento dos bens e patrimônios da Yeesco que possam ser vendidos para quitar as dívidas.

Conforme a legislação, créditos trabalhistas têm prioridade nos pagamentos, seguidos por fornecedores, impostos e bancos.

Ainda não há informações sobre o ressarcimento aos clientes que compraram produtos on-line e não receberam. O Município informou que está em contato com o administrador judicial da massa falida e divulgará atualizações assim que possível.

O processo revelou ainda que, mesmo após o pedido de recuperação judicial, as dívidas da Yeesco continuaram aumentando — um acréscimo de cerca de R$ 980 mil. Somente com uma fornecedora, a empresa acumulava quase R$ 40 milhões em débitos, propondo um pagamento com 50% de desconto e parcelado em dez anos, proposta que foi vetada.