ELEIÇÕES 2026

Ivan Naatz critica MDB e diz que estão “com um pé em cada canoa”

Parlamentar questiona participação de lideranças em evento de adversário

Ivan Naatz critica MDB e diz que estão “com um pé em cada canoa”
Foto: ALESC
Publicado em 01/04/2026 às 17:42

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) criticou publicamente o MDB catarinense após a participação de lideranças do partido no evento de renúncia do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), realizado na noite de terça-feira.

Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (1º), Naatz afirmou que o MDB está “com um pé em cada canoa”, em referência à divisão interna da sigla entre o apoio ao governador Jorginho Mello (PL) e a aproximação com João Rodrigues, que desponta como possível candidato ao governo em 2026.

Críticas à postura do partido

Durante a declaração, o parlamentar destacou que o MDB ocupa espaços dentro do governo estadual, como secretarias e diretorias, e questionou a presença de integrantes da sigla em um evento ligado a um potencial adversário político.

Segundo ele, o partido precisa definir seu posicionamento:

“O MDB precisa escolher o lado. Ou está no governo, ou está fora. As duas coisas não combinam”, afirmou.

Naatz também disse que integrantes do PL não podem “bater palma” para aliados que participam de atos políticos em palanques opostos.

Divisão interna no MDB

A crítica ocorre em meio a um cenário de divisão dentro do MDB em Santa Catarina. Enquanto uma ala defende a manutenção da aliança com o governo estadual, outra parte do partido sinaliza apoio a João Rodrigues.

Na noite do evento em Chapecó, o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, e o deputado estadual Tiago Zilli participaram do ato de renúncia do prefeito.

Ao mesmo tempo, outra ala do partido se reuniu em Florianópolis para discutir o apoio à reeleição de Jorginho Mello, evidenciando o racha interno da sigla.

Pressão por definição

A fala de Ivan Naatz aumenta a pressão sobre o MDB para uma definição política clara nos próximos meses, especialmente diante da aproximação do calendário eleitoral de 2026.

O movimento também sinaliza uma possível cobrança por parte do PL em relação à permanência de emedebistas em cargos dentro do governo estadual, caso o partido opte por apoiar outro projeto político.