TIMBÓ

GAECO em Timbó: contratos investigados são da gestão anterior e prefeito atual colabora com as autoridades

Prefeito Flávio Buzzi afirma colaboração total com as investigações

GAECO em Timbó: contratos investigados são da gestão anterior e prefeito atual colabora com as autoridades
Foto: Divulgação
Publicado em 06/05/2026 às 9:45

A cidade de Timbó foi alvo nesta quarta-feira (6) da Operação “Ponto Final”, deflagrada pelo GAECO — Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, do Ministério Público de Santa Catarina.

Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 16 municípios catarinenses, entre eles: Timbó, Blumenau, Florianópolis, São José, Gaspar, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Rio dos Cedros, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Guaramirim, Ascurra, Pomerode, Benedito Novo e Brusque.

Contratos investigados são da gestão anterior
Um ponto central e que merece ser destacado: os contratos sob investigação foram firmados nos anos de 2022 e 2023, durante a administração municipal anterior, e não têm relação com a gestão que está à frente da Prefeitura de Timbó atualmente.

A Prefeitura reforçou que as contratações investigadas foram realizadas entre 2022 e 2024, não tendo relação com a gestão atual, e que os servidores alvos da ação já não fazem parte do quadro de funcionários públicos.

Prefeito Flávio Buzzi colabora com as investigações
O prefeito Flávio Buzzi, atual chefe do Executivo municipal, adotou postura de total transparência desde o início da operação. Segundo informações da própria administração, Buzzi determinou a entrega imediata de toda a documentação solicitada pelo GAECO e pelo Ministério Público, demonstrando plena cooperação com as autoridades.

A postura do prefeito reforça o compromisso da gestão atual com a transparência pública e o combate à corrupção, deixando claro que a administração vigente não compactua com eventuais irregularidades praticadas no passado.

O que está sendo investigado
As investigações apuram indícios da formação de um cartel de empresas, que atuaria mediante combinação prévia de vencedores, definição de descontos mínimos e divisão de obras, com o esvaziamento da competitividade dos certames licitatórios e prejuízo ao interesse público.

Também são apurados indícios de exigência e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos em troca de facilidades na fiscalização de obras, medições, celebração de aditivos contratuais e liberação de pagamentos, além do uso de empresas de fachada para ocultar valores, configurando, em tese, lavagem de capitais.

Medidas impostas pela Justiça
Foram impostas a 11 investigados medidas cautelares diversas da prisão, entre elas monitoração eletrônica e suspensão de contratação com a administração pública em todo o território nacional, nas esferas federal, estadual e municipal.

O procedimento tramita sob sigilo e novas informações serão divulgadas pelo MPSC conforme autorizado pela Justiça.

⚠️ Importante: Os investigados são presumidamente inocentes até decisão judicial definitiva. Esta reportagem é baseada em informações oficiais do Ministério Público de Santa Catarina e da Prefeitura de Timbó.