CASO MASTER

Flávio Bolsonaro afirma que recursos de Vorcaro são legais e cobra CPI do caso Master

Parlamentar afirmou que buscou patrocínio privado para filme sobre Jair Bolsonaro e negou troca de favores

Flávio Bolsonaro afirma que recursos de Vorcaro são legais e cobra CPI do caso Master
Foto: Ton Molina, Agência Senado
Publicado em 14/05/2026 às 12:00

O senador Flávio Bolsonaro se manifestou nesta quarta-feira (13) sobre a reportagem publicada pelo Intercept Brasil que aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado ao menos R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A obra cinematográfica tem estreia prevista para setembro e é apresentada como uma biografia em homenagem ao ex-presidente.

Em nota, Flávio Bolsonaro admitiu que procurou apoio financeiro junto a Vorcaro, então ligado ao Banco Master, mas negou qualquer irregularidade ou troca de benefícios.

“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, declarou o senador.

Flávio também afirmou que não recebeu dinheiro diretamente nem ofereceu qualquer vantagem em troca do apoio financeiro à produção do filme.

Além de negar irregularidades, o senador defendeu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o chamado “caso Master”.

Segundo ele, a comissão serviria para “separar os inocentes dos bandidos” diante das denúncias envolvendo o banqueiro e o banco.

O parlamentar afirmou ainda que conheceu Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, “não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”.

De acordo com Flávio Bolsonaro, os contatos mantidos posteriormente tiveram como objetivo acompanhar e cobrar a continuidade dos pagamentos relacionados à produção do filme.

A reportagem do Intercept Brasil repercutiu nacionalmente ao apontar valores milionários ligados ao financiamento da obra cinematográfica. Até o momento, não há decisão judicial relacionada ao caso citado pelo senador.