PRECONCEITO
Falas preconceituosas em rádio comunitária atacam projeto sobre uso pedagógico da Bíblia em escolas de Indaial
Durante o programa Alô Comunidade, do apresentador e vereador Dudu Cunha não apenas distorcem conteúdo de projeto de lei como manifestam desrespeito à fé cristã. Vereador autor do projeto, Jonatas Roesenbrock reage e classifica postura como vergonhosa e preconceituosa.

Na última edição do programa Alô Comunidade, transmitido pela rádio comunitária Ponte FM de Indaial, do vereador Eduardo “Dudu” Cunha, o apresentador do programa criticou veementemente e com desinformação o projeto de lei do vereador Jonatas Roesenbrock e coautoria do vereador Valmir Jordani, que autoriza o uso da Bíblia como material paradidático nas escolas públicas e privadas do município.
O conteúdo das falas foi amplamente considerado preconceituoso e mal-intencionado, além de distorcer o real objetivo da proposta, que visa valorizar a Bíblia como um instrumento cultural, literário e ético, sem qualquer imposição religiosa.
Durante o programa, o apresentador chegou a afirmar que a Bíblia foi “reescrita conforme interesses de reis e papas para dominar o povo”, chamando o projeto de “retrocesso” e afirmando que a presença da Bíblia em sala de aula “fere o estado laico”.
Embora o vereador Dudu Cunha não tenha feito ataques diretos, não se posicionou contra as falas preconceituosas do apresentador — nem o corrigiu, tampouco explicou o conteúdo real da proposta. Sua omissão diante das falas distorcidas soou como consentimento, principalmente por se tratar de um representante público em um veículo de comunicação.
❝Manifestação do vereador Jonatas Roesenbrock❞
Diante do ocorrido, o vereador Jonatas Roesenbrock utilizou suas redes sociais para repudiar as falas e esclarecer o projeto:
“Uma fala totalmente preconceituosa, que reverbera o sentimento que eles têm contra o povo cristão da nossa cidade. Disseram que a Bíblia é um livro manipulado, feito por reis para dominar o povo. Infelizmente não leram o projeto, não estudaram e estão falando por puro preconceito”, afirmou o vereador.
Jonatas também criticou o uso do espaço da rádio comunitária para propagar desinformação:
“Num programa numa rádio comunitária, onde o espaço deveria ser aberto a todos, eles deturparam o projeto de forma tendenciosa e maldosa, conforme estava na cabeça deles. A Bíblia como apoio paradidático não fere o estado laico — pelo contrário, promove pluralidade e conhecimento histórico-cultural.”
Por fim, o vereador reforçou a importância de defender os valores cristãos e os bons costumes:
“Essa postura não pode ser aceita por quem é cristão e defende uma cultura saudável. No sul do Brasil, preservamos esses valores. Ver esse tipo de gente tentando se criar na nossa cidade é revoltante. Precisamos reagir com firmeza.”
A verdade sobre o projeto
O projeto de lei apresentado por Jonatas não torna o ensino da Bíblia obrigatório, não confunde religião com doutrina, e respeita a pluralidade religiosa e o estado laico. A proposta apenas autoriza as escolas a usarem a Bíblia como material de apoio, assim como outras obras clássicas da literatura universal, conforme interesse pedagógico.
A Bíblia é uma das obras mais influentes da história da humanidade, com valor reconhecido em campos como literatura, filosofia, história e ética. Usá-la como referência não fere a ciência nem impõe religião, apenas amplia o repertório cultural dos estudantes.



