ASSALTOS
Explosões, reféns e cidades sitiadas: o rastro do medo dos assaltos a bancos em Santa Catarina
Em pouco mais de duas décadas, assaltos a banco transformaram municípios pacatos em cenários de guerra

Explosões, reféns, carros incendiados e fugas dignas de filmes de ação. Santa Catarina já viveu momentos de verdadeiro terror provocados por assaltos a banco que mobilizaram forças policiais e deixaram marcas profundas na memória de cidades inteiras.
O caso mais recente ocorreu em Benedito Novo, no Vale do Itajaí, na tarde de quinta-feira (8), reacendendo o alerta. Em um intervalo de apenas 21 dias, as cidades vizinhas de Benedito Novo e Doutor Pedrinho voltaram a ser alvo de criminosos armados, evidenciando um padrão que se repete ao longo dos anos no Estado.
Benedito Novo: crime em pleno abastecimento do cofre
Dois homens armados invadiram uma cooperativa de crédito enquanto funcionários realizavam o reabastecimento do cofre. As investigações seguem em andamento, com análise de imagens de câmeras de segurança e oitiva de testemunhas. Uma peça de veículo deixada no local, possivelmente destinada à quebra de vidros, foi recolhida para perícia.
Doutor Pedrinho: marreta, fuga e carro incendiado
Em dezembro de 2025, criminosos quebraram a porta lateral de vidro de uma agência da Cresol com uma marreta, renderam funcionários e levaram cerca de R$ 90 mil. Na fuga, incendiaram um Volkswagen Golf usado no crime.
Joinville: quadrilha especializada e ação em minutos
Em setembro de 2023, uma quadrilha considerada uma das mais especializadas do país levou quase meio milhão de reais de uma agência no bairro Bucarein, em menos de dez minutos. O grupo atuava em vários estados e acabou desarticulado após sete meses de investigação.
Santa Terezinha: gerente rendido dentro de casa
No Alto Vale, criminosos renderam o gerente do Banco do Brasil ainda em sua residência, mantendo a família refém. O cofre foi aberto sob ameaça, e as vítimas chegaram a ser trancadas em um banheiro antes da fuga.
Biguaçu: reféns, morte e condenações
Em agosto de 2023, um assalto terminou com confronto armado, um criminoso morto e penas que, somadas, ultrapassam 60 anos de prisão. Dezesseis pessoas foram feitas reféns durante a ação.
Criciúma: o maior assalto da história
Em novembro de 2020, a cidade viveu uma noite de terror. Estima-se que R$ 130 milhões tenham sido levados no que ficou conhecido como o maior assalto a banco do Brasil. Veículos incendiados, reféns e ataques coordenados paralisaram o município.
Florianópolis: plano minucioso e confronto fatal
No bairro Estreito, em 2022, criminosos usaram uma ótica vizinha para acessar uma cooperativa de crédito. O assalto terminou em troca de tiros, com um bandido morto e outros presos.
Timbó Grande: reféns como escudo humano
No Meio-Oeste, em 2023, criminosos usaram reféns durante a fuga e incendiaram um carro. O caso mobilizou forças de segurança de toda a região.
Doutor Pedrinho (2022): rastro de veículos
Outro ataque à cidade envolveu múltiplos veículos usados na fuga, com prisões em Indaial e Gaspar e apreensão de armas e dinheiro.
José Boiteux: refém na fuga
Em 2021, criminosos fugiram levando um funcionário do banco como refém, liberado horas depois. Prisões ocorreram nos dias seguintes, mas um suspeito segue foragido.
Os casos mostram que, apesar do reforço na segurança e do avanço das investigações, o impacto psicológico e social desses crimes permanece vivo na memória dos catarinenses.

Foto: Divulgação/INTERNET



