INOCENTADA

Ex-vereadora de cidade de SC que matou o próprio marido é inocentada

Acusação de homicídio termina com absolvição e libertação de ex-parlamentar do Oeste do estado

Ex-vereadora de cidade de SC que matou o próprio marido é inocentada
Publicado em 13/02/2026 às 6:13

A ex-vereadora de Paial, no Oeste de Santa Catarina, Adriana Terezinha Bagestan foi absolvida da acusação de ter matado o marido, Sedinei Wawczinak, com um tiro na cabeça. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (11) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Com o resultado do julgamento, Adriana foi colocada em liberdade após meses de prisão preventiva. O placar foi de 4 votos a 3 pela absolvição.

Tese de legítima defesa

A ex-vereadora respondia por homicídio qualificado por recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que Adriana vivia há cerca de 15 anos em um relacionamento marcado por violência doméstica física, psicológica, moral e patrimonial. Segundo o advogado Cleiber Renato Cagliari, a acusada agiu em legítima defesa e não teria tido outra alternativa diante das circunstâncias.

Os jurados acolheram essa versão, entendendo que houve legítima defesa. Apesar da absolvição, a decisão ainda pode ser alvo de recurso por parte do Ministério Público.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 20 de junho de 2025, na residência do casal, onde também moravam os dois filhos, de 12 e 6 anos, no município de Paial.

De acordo com as informações do processo, Adriana atirou contra o marido enquanto ele dormia. Após o disparo, ela deixou o local.

Na época, a Polícia Militar de Santa Catarina não localizou imediatamente a ex-vereadora nem a arma utilizada. Posteriormente, ela foi encontrada e permaneceu presa preventivamente até a decisão desta quarta-feira, quando recebeu alvará de soltura.

Adriana havia sido eleita vereadora em 2020 pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

O caso gerou grande repercussão na região Oeste e dividiu opiniões, especialmente diante da alegação de violência doméstica que fundamentou a tese de legítima defesa.