POLÍTICA
Ex-governador Romeu Zema acusa “autoritarismo” do STF após pedido de Gilmar Mendes
Pré-candidato pelo Novo também criticou o Senado e reafirmou posição para 2026

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou nesta segunda-feira (20) o pedido do ministro Gilmar Mendes para incluí-lo no chamado “Inquérito das Fake News”, conduzido no âmbito do Supremo Tribunal Federal. A solicitação ocorre após a circulação de vídeos produzidos com uso de inteligência artificial que satirizavam integrantes da Corte.
Em entrevista ao SBT News, Zema classificou a medida como um sinal de “autoritarismo frequente” por parte do Supremo e afirmou que não se sentirá intimidado.
“Se eles acham que vão me calar, estão muito enganados. Alguns ministros do Supremo deveriam se explicar sobre como se aproximaram do crime organizado, fazendo negócios e tendo vantagens financeiras enormes”, declarou.
O ex-governador também criticou o funcionamento da Corte, mencionando o que chamou de “farra” e “inversão de valores”. Segundo ele, existe um distanciamento entre a atuação dos magistrados e a percepção da população. Zema citou nominalmente os ministros Dias Toffoli e o próprio Gilmar Mendes como alvos de insatisfação popular. Ele também mencionou Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, ao comentar contratos que, segundo ele, geram questionamentos.
“Eu trabalhei 30 anos e consegui pouco mais do que um ministro conseguiu em um contrato. Isso me causa indignação. Eu não tenho rabo preso. Podem investigar meu governo e minha empresa, não encontraram nada”, afirmou.
Eleições 2026
Zema reafirmou que pretende levar sua candidatura à Presidência até o fim. Filiado ao Partido Novo, ele descartou a possibilidade de compor como vice em uma eventual chapa liderada por Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Apesar disso, o ex-governador confirmou a existência de um alinhamento político para um possível segundo turno.
“Nunca houve nenhum convite formal e nem haverá, porque eu já deixei claro para ele que o meu posicionamento é levar a pré-campanha e a campanha até o final. Nós estaremos juntos no segundo turno, ou eu indo ou ele indo”, afirmou.
Críticas ao Senado e defesa de impeachment
Zema também direcionou críticas ao Senado Federal do Brasil, que classificou como “acovardado”. Para ele, mudanças no país dependem de uma postura mais firme do Legislativo diante do Judiciário.
“Espero que minha pré-candidatura impulsione quem está indo para o Senado para fazer a mudança nesse Senado acovardado. Já era para termos processo de impeachment contra essas frutas podres”, declarou.
Ao comentar a aproximação de Flávio Bolsonaro com partidos do Centrão, como Progressistas (PP) e União Brasil, o ex-governador afirmou que mantém posição contrária ao Partido dos Trabalhadores (PT), embora reconheça ressalvas em relação a outras legendas.
“Eu estarei contra o PT. O PT é o pior para o Brasil. Se houver composição com partidos do Centrão, menos mal. Não digo que fico satisfeito, porque muitos partidos aceitam qualquer tipo de gente. O Novo, não”, disse.



