SUPERAÇÃO
Everton Heleno supera prisão injusta e polêmica médica para reforçar o Metropolitano
Aos 34 anos, meia bicampeão da Série C busca recomeço na Série B do Catarinense após enfrentar cadeia por engano e ser rejeitado por clube devido a exames cardíacos

O Clube Atlético Metropolitano oficializou nesta quarta-feira (23) a contratação do meia Everton Heleno, de 34 anos, para reforçar o elenco na sequência da Série B do Campeonato Catarinense. Com passagens marcantes por Santa Cruz e CSA — com os quais conquistou dois títulos da Série C —, o jogador também carrega uma trajetória de superação dentro e fora de campo.
Em 2018, Everton viveu um dos episódios mais difíceis de sua vida. Enquanto defendia o Botafogo-SP, foi preso sob acusação de envolvimento em uma série de roubos em Camaragibe (PE). Cinco testemunhas o reconheceram como autor dos crimes, e ele acabou condenado a sete anos e seis meses de prisão. Apenas em março de 2019, uma das testemunhas voltou atrás, admitindo o erro. Mesmo assim, Everton só conquistou liberdade via habeas corpus em agosto daquele ano, após passar mais de 12 meses preso injustamente.
Reintegrado ao futebol em 2020 pelo Botafogo-PB, o meia passou por vários clubes até ser anunciado pelo Treze-PB, em março deste ano. Contudo, não chegou a estrear: exames cardíacos apontaram alterações graves, como isquemia miocárdica e suspeita de miocardiopatia congênita. O clube optou por não prosseguir com a contratação, apesar dos laudos apresentados pelo jogador em defesa de sua aptidão física.
Determinado a continuar jogando, Everton foi para o União Frederiquense, no Rio Grande do Sul, onde atuou em 11 partidas e marcou um gol. Agora, com a camisa do Metropolitano, ele se apresenta como um símbolo de resiliência e quer ajudar a equipe blumenauense a retornar à elite do futebol de Santa Catarina.
Foto: @pgcaet/Metropolitano / Daniel Vieira/Treze



