CRIME
“Eu não posso tocar se você não deixar, mas se você deixar eu posso tocar” dizia professor

Florianópolis, SC – Uma revelação chocante veio à tona em Florianópolis, após a corajosa denúncia de uma mãe que desvendou um esquema de abusos sexuais praticados por um professor em uma creche municipal. O homem de 34 anos, que se aproveitava da “hora do soninho” para agir, foi preso em flagrante por pornografia infantil na última terça-feira, 1º de julho, e confessou os crimes.
A história começou em 5 de junho, quando um menino de seis anos contou à sua mãe sobre toques inapropriados durante o período de descanso na creche. Naquele momento, a outra professora da turma estava em horário de almoço, deixando o agressor sozinho com as crianças. A denúncia da mãe, que também é professora, desencadeou uma série de relatos de outras famílias e levou à prisão do suspeito.
A Tática do Abusador: “Se você deixar, eu posso tocar”
De acordo com as famílias, o professor utilizava “brincadeiras” e “carinhos” como pretexto para os abusos. Para driblar a orientação dada às crianças de não permitir toques sem permissão, ele usava uma frase manipuladora: “Eu não posso tocar se você não deixar, mas se você deixar eu posso tocar”. Ele dizia que era um carinho para eles dormirem.
Uma das mães relatou que seu filho, um menino autista de cinco anos, contou sobre a “brincadeira de caverna”, em que o professor “escondia” a mão sob a cueca dos alunos. A confiança da comunidade no professor era grande, pois ele era visto como atencioso e querido pelas crianças.
Confissão e Evidências Aterradoras
Na terça-feira, a polícia encontrou cerca de 5 mil imagens de pornografia infantil no celular do professor, incluindo vídeos que ele produziu com os seis alunos que já haviam registrado boletins de ocorrência. O delegado Rodrigo Maciel, titular da Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), informou que o homem confessou que aproveitava o momento em que levava as crianças ao banheiro para tirar as fotos.
A investigação ainda busca identificar outras duas crianças da mesma escola que aparecem nas imagens e não tiveram boletins de ocorrência registrados. O professor, que trabalha no município há 15 anos, nunca havia levantado suspeitas. Sua prisão preventiva foi decretada na quarta-feira (2), e ele permanecerá detido enquanto aguarda o julgamento.
Repercussão e Medidas Tomadas
O prefeito Topázio Neto (PSD) se manifestou publicamente, afirmando que o professor foi afastado imediatamente após a primeira denúncia e será demitido. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que instaurou um processo administrativo disciplinar e está prestando acolhimento contínuo às famílias e à comunidade escolar com equipes multidisciplinares e apoio psicológico.
Enquanto as autoridades seguem com a investigação, as mães buscam reconstruir a vida de seus filhos. A mãe que fez a primeira denúncia ressaltou a importância de cuidar do psicológico de seu filho para que ele não seja prejudicado no futuro.



