ACORDO DE PAGAMENTO
Empresa têxtil catarinense faz acordo para pagar dívida milionária com ex-funcionários
Compromisso firmado na Justiça prevê quitação de cerca de R$ 70 milhões em débitos trabalhistas acumulados desde 2012

A Teka, uma das maiores empresas têxteis do Brasil, firmou acordos na Justiça do Trabalho para quitar dívidas trabalhistas que somam cerca de R$ 70 milhões. Os compromissos foram estabelecidos em audiências de conciliação realizadas na última semana, envolvendo os tribunais trabalhistas de Santa Catarina e de Campinas (SP).
Os débitos fazem parte do processo de recuperação judicial da companhia, iniciado em 2012, e envolvem cerca de 2,3 mil trabalhadores, entre antigos e atuais funcionários.
Segundo os termos definidos, cada trabalhador receberá inicialmente até R$ 10 mil, valor que cobre principalmente rescisões de contrato e depósitos de FGTS atrasados. Para quem tem valores maiores, o saldo restante será parcelado em até 36 vezes.
A operação financeira para viabilizar os pagamentos inclui R$ 18 milhões já depositados em juízo, que serão liberados por meio de um termo de cooperação entre o Tribunal de Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, além de R$ 51 milhões que devem vir da venda de imóveis não operacionais.
Esses bens, avaliados em cerca de R$ 141 milhões, incluem terrenos e lotes em diferentes estados, além da antiga fábrica da Teka em Indaial, avaliada em aproximadamente R$ 58 milhões. As plantas de Blumenau e Artur Nogueira (SP) ficarão de fora da negociação por serem consideradas estratégicas para a retomada da produção.
Com a assinatura dos acordos, até mesmo credores que não estão incluídos na recuperação judicial poderão aderir ao termo. A previsão é de que os pagamentos comecem ainda neste ano.
Em paralelo, a nova gestão da Teka também atua na renegociação do passivo tributário da companhia. A administração judicial informou ser favorável a qualquer medida que beneficie trabalhadores e credores, mas aguarda a formalização dos acordos nos autos do processo.



