BEBÊ REBORN
Em Joinville, clínica cria bebês reborn com documentos e até prontuário médico
Artesã transforma bonecos hiper-realistas em “recém-nascidos” completos com documentos, roupas e até vacinação

O universo dos bebês reborn tem conquistado cada vez mais espaço nas redes sociais — e também gerado polêmica. A prática, que envolve colecionar, criar e “cuidar” de bonecos hiper-realistas que se assemelham a recém-nascidos, vai muito além de um simples passatempo.
Em Joinville (SC), a artesã e empresária Andréia Bertoli comanda uma espécie de “maternidade” especializada em reborns. Com técnicas minuciosas, ela transforma moldes de vinil especial em bebês incrivelmente realistas. A pintura da pele é feita em camadas, os cabelos são implantados fio a fio e cada detalhe, como a cor dos olhos ou o formato das unhas, pode ser personalizado pelo cliente.
Os bebês reborn também vêm com documentação completa: certidão de nascimento, identidade, teste do pezinho e até carteirinha de vacinação — o que provoca reações diversas do público.
A arte, que já conquistou celebridades como Gracyanne Barbosa e o padre Fábio de Melo, divide opiniões. Enquanto uns acham estranha a criação de vínculos com bonecos, outros veem o trabalho como uma expressão artística legítima. “Não tem como você olhar uma boneca, um bebezinho desses, e achar um problema. Não há nada de errado”, defende Andréia.
Segundo ela, o perfil dos compradores tem se ampliado. “A maioria ainda são crianças, mas tem crescido o interesse de pessoas mais velhas também. Já fiz gêmeos, quadrigêmeos… a arte realmente apaixona muitas pessoas”, afirma.
Para uns, uma forma de lidar com emoções. Para outros, apenas uma curiosidade. O fato é que os bebês reborn estão no centro de um debate que mistura afeto, arte e identidade.



