DESCOBERTA
Descoberta no Egito desafia tudo o que se sabia sobre as Pirâmides
Novo estudo revela sistema hidráulico subterrâneo que pode reescrever a história da engenharia egípcia

Um novo estudo promete revolucionar o que se acreditava sobre a construção das pirâmides do Egito. Pesquisadores franceses descobriram indícios de um sistema hidráulico subterrâneo que teria sido utilizado para erguer a Pirimide de Degraus de Djoser, em Saqqara, considerada a mais antiga de todas.
Construída há mais de 4.600 anos, durante a Terceira Dinastia, a estrutura é reconhecida como a primeira grande obra em pedra da humanidade. Até hoje, o método utilizado pelos antigos egípcios para mover blocos de toneladas permanecia um dos maiores enigmas da arqueologia.
O estudo, liderado pelo Dr. Xavier Landreau, do Instituto Paleotécnico do CEA, na França, analisou imagens de radar de satélite e relatórios arqueológicos antigos, revelando um complexo sistema de canais e reservatórios de água sob o planalto de Saqqara.
🌊 Força da água como ferramenta de construção
A pesquisa sugere que os egípcios usaram a pressão da água para transportar e elevar blocos de calcário pesando várias toneladas.
De acordo com Landreau, um antigo recinto de pedra chamado Gisr el-Mudir, localizado próximo à necrópole, apresentava todas as características de uma barragem de contenção — capaz de controlar enchentes e direcionar o fluxo hídrico para o sistema de construção.
A teoria propõe que a força da água teria impulsionado os blocos “em estilo vulcânico”, ou seja, empurrando-os progressivamente até o topo da pirâmide. Para isso, os egípcios teriam desenvolvido canais, comportas e bacias que controlavam o fluxo e a pressão necessários para o transporte das pedras.
💧 Uma engenharia à frente de seu tempo
Próximo à pirâmide, os pesquisadores identificaram também uma estrutura escavada na rocha semelhante a uma estação de tratamento de água, com bacias de retenção e decantação.
Esses reservatórios teriam sido usados para purificar a água, evitando o acúmulo de sedimentos no sistema hidráulico.
Outro ponto surpreendente é o contexto climático da época. Durante o chamado Período do Saara Verde, o Egito possuía abundância de rios e vegetação, e não escassez de água.
“Na Terceira Dinastia, o problema não era a falta de água, mas o excesso dela. E os egípcios souberam transformá-la em força construtiva”, destacou Landreau.
🏗️ Revolução no entendimento das Pirâmides
Se confirmada, a hipótese mudará profundamente a compreensão sobre as técnicas de engenharia egípcia e a evolução das civilizações antigas.
Até hoje, acreditava-se que rampas de areia e rolos de madeira haviam sido usados para mover as pedras, exigindo uma força humana imensa e quase impossível de reproduzir.
Os cientistas, contudo, alertam que novas escavações e testes hidráulicos serão necessários para comprovar a teoria e determinar se o fluxo do antigo riacho Uádi de Abusir seria suficiente para mover as pedras até o topo das pirâmides.
Se o estudo for validado, o mistério milenar das Pirâmides do Egito pode, enfim, ter encontrado uma resposta — e ela veio das profundezas da terra.



