ALUCINAÇÃO

Defesa de Bolsonaro deve alegar “alucinação” para explicar violação da tornozeleira

Defesa busca declaração médica e pretende apresentar embargos infringentes até sexta-feira (28)

Defesa de Bolsonaro deve alegar “alucinação” para explicar violação da tornozeleira
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom. Agência Brasil
Publicado em 26/11/2025 às 12:16

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou nesta quarta-feira (26) que pretende fundamentar sua argumentação contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) com base em uma suposta “alucinação” provocada por medicamentos. Segundo os advogados, o episódio estaria relacionado à tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que monitorava o ex-presidente durante o período de prisão domiciliar. A equipe jurídica vai solicitar uma declaração formal dos médicos responsáveis para reforçar essa versão.

Os advogados também afirmaram que irão apresentar embargos infringentes até sexta-feira (28), apesar de o STF ter sinalizado anteriormente que esse tipo de recurso não se aplica ao caso, pois não houve dois votos pela absolvição durante o julgamento. Além disso, a defesa pretende recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos, argumentando contra a decisão que determinou o regime fechado.

Na audiência de custódia, realizada no domingo (23), Bolsonaro declarou que tentou abrir a tornozeleira em razão de um “surto” causado pelos medicamentos. Antes disso, havia afirmado que o fez por curiosidade, o que resultou em divergência entre as versões apresentadas.

A prisão foi decretada no sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, após a Polícia Federal relatar risco de violação do dispositivo de monitoramento. Na última terça-feira (25), Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada em regime inicial fechado.

A decisão ocorreu após o julgamento transitar em julgado, encerrando qualquer possibilidade de recurso no âmbito do STF. A condenação está relacionada à tentativa de golpe após as eleições de 2022.