CRISE
Crise interna? Flamengo mira retorno de Jorge Jesus e diretor José Boto avalia saída
Veto a contratação e interferência política geram tensão nos bastidores rubro-negros

Mesmo em boa fase dentro de campo, o Flamengo vive dias turbulentos nos bastidores. A eliminação para o Bayern de Munique no Mundial de Clubes parece ter sido o estopim de uma série de tensões internas que envolvem nomes de peso como José Boto e Jorge Jesus.
Nesta segunda-feira (7), o clube cancelou a contratação do atacante Mikey Johnston, da Irlanda, mesmo após acordo fechado. Segundo informações do ge, a reação negativa da torcida gerou pressão interna de setores políticos do clube, o que levou ao veto definitivo à negociação.
A decisão, no entanto, desagradou profundamente José Boto, diretor de futebol rubro-negro. De acordo com o jornalista Diogo Dantas, do jornal O Globo, Boto teria considerado pedir demissão após o veto, que partiu do presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
Jorge Jesus em pauta
A crise política interna se aprofunda com outra movimentação nos bastidores: o nome de Jorge Jesus voltou a ser discutido no Flamengo. Livre no mercado, o treinador português é considerado por parte da diretoria como um possível substituto para o comando técnico. Mesmo com negociações avançadas para renovar com Filipe Luís até o fim de 2026, Bap teria interferido para barrar a renovação, reacendendo a possibilidade de uma reaproximação com Jesus.
Em campo, tudo segue bem
Apesar do clima de incerteza fora das quatro linhas, o Flamengo vive boa fase na temporada. O time é líder do Campeonato Brasileiro e segue na disputa tanto da Libertadores quanto da Copa do Brasil, ambas nas oitavas de final.
O momento reforça a dualidade que o clube vive: tranquilidade no campo, tensão nos bastidores.



