COBRANÇA
Cobrança não autorizada em 22 mil faturas da Celesc alarmam consumidores
Clientes da companhia receberam débito de R$ 35 mensais pela Saúde Card Sul, sem consentimento; Celesc encerrou o convênio, iniciou estornos e acionou as autoridades

A Celesc comunicou nesta quinta-feira (5 de junho) a detecção de uma cobrança não autorizada incluída em cerca de 22 mil contas de luz. O débito de R$ 35 mensais, referente a um convênio com a empresa Saúde Card Sul, foi lançado sem confirmação dos consumidores, gerando surpresa e revolta em muitas residências.
Segundo a Celesc, o volume atípico — que saltou de 160 para 22 mil adesões em um mês — mostrou que havia algo errado. A empresa afirma que o modelo adotado permitia a inclusão das cobranças via arquivos enviados pela conveniada, sem checar individualmente se os clientes haviam consentido devidamente.
Apesar de a Celesc aplicar critérios de validação entre CPF e unidade consumidora, o grande número de cobranças levantou preocupações sobre como a Saúde Card Sul obteve os dados dos consumidores. Por isso, a distribuidora informou que encerrará o convênio, bloqueará os repasses à conveniada, e iniciará o estorno integral dos valores — mesmo para quem eventualmente autorizou o débito.
Como medida preventiva, a Celesc passou a exigir amostras de autorizações assinadas e enviará aviso por e-mail aos clientes incluídos em novos convênios. Além disso, informou que acionou a Polícia Civil para investigar possíveis irregularidades.
O que fazer em caso de cobrança indevida
- Entre em contato com a Celesc:
- Telefone: 0800 048 0120
- Ou vá até uma loja de atendimento para solicitar o cancelamento e conferir o estorno.
- Procure a própria Saúde Card Sul para cancelar o convênio, conforme dados na fatura.
- Registre um Boletim de Ocorrência, especialmente se houver suspeita de uso indevido de dados pessoais.
- Acione órgãos de defesa do consumidor como Procon ou plataforma consumidor.gov.br.
Até o momento, a Saúde Card Sul não se manifestou publicamente além de negar acusações e anunciar que tomará “procedimentos legais” para esclarecer os fatos.



