ABUSO
Casal é preso por suspeita de abusar de pessoas surdas por quase uma década em SC
Crimes teriam ocorrido ao longo de nove anos dentro de instituição no Norte catarinense

Um casal foi preso preventivamente em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, suspeito de cometer crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra pessoas surdas atendidas por uma instituição da cidade. As prisões ocorreram na quinta-feira (30) e foram mantidas após audiência de custódia realizada no dia seguinte.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, os abusos teriam ocorrido ao longo de aproximadamente nove anos e atingido diversas vítimas vinculadas à entidade.
Suspeitos tinham ligação direta com a instituição
As investigações apontam que um dos homens tinha relação direta com a diretoria da instituição e também atuava como professor de Libras. O outro investigado é companheiro dele. Ambos são pessoas surdas.
Segundo a polícia, essa proximidade com o ambiente institucional teria facilitado o acesso às vítimas e contribuído para a continuidade dos crimes ao longo dos anos.
Vítimas relatam intimidação e chantagem
Até o momento, cinco vítimas foram identificadas, sendo que quatro já prestaram depoimento. Uma delas não compareceu por medo, segundo relato das autoridades.
O delegado Augusto Brandão afirmou que os investigados utilizavam diferentes formas de coação para evitar denúncias.
De acordo com a apuração, havia oferta de dinheiro para a prática dos crimes e também intimidação e chantagem emocional para silenciar as vítimas.
Confissão e avanço das investigações
Ainda conforme a Polícia Civil, um dos investigados chegou a confessar os crimes. A admissão ocorreu por meio de uma chamada de vídeo realizada após o depoimento de uma das vítimas, na qual ele reconheceu os atos e pediu desculpas.
As autoridades seguem investigando o caso e não descartam a existência de outras vítimas. Detalhes adicionais sobre os depoimentos não foram divulgados para preservar a identidade dos envolvidos.
Caso segue sob investigação
Os nomes dos suspeitos não foram revelados, em respeito às vítimas. O caso segue em apuração, com foco na identificação de possíveis novos relatos e no aprofundamento das provas.
A manutenção das prisões preventivas indica que a Justiça considerou haver elementos suficientes de risco à investigação ou à ordem pública.



