POLÍTICA
Carol de Toni exige garantia assinada para permanecer no PL
Valdemar teria prometido vaga a Esperidião Amin em acordo nacional

A deputada federal Carol de Toni quer uma garantia formal para permanecer no PL e disputar o Senado em 2026 por Santa Catarina.
Segundo informações de bastidores, o presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, teria firmado acordo com o Progressistas em sete estados. Em Santa Catarina, a composição envolveria o nome de Esperidião Amin (PP) como candidato ao Senado na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), o que inviabilizaria a candidatura de Carol para o mesmo cargo.
A garantia teria sido apresentada à deputada em reunião em Brasília, com a presença do governador.
Exigência de carta assinada
Apesar das sinalizações, Carol de Toni não confia apenas em compromissos verbais. Para permanecer no PL, ela exige que o ex-presidente Jair Bolsonaro redija e assine uma carta garantindo que ela será a titular da segunda vaga ao Senado na coligação liderada por Jorginho Mello.
O receio da deputada é ser mantida na indefinição até o fim da janela partidária, em 4 de abril, e depois ser direcionada a disputar a reeleição à Câmara Federal.
Sem garantia formal, a parlamentar admite deixar o partido para manter o projeto ao Senado. Ela já recebeu convites do PRD, do Avante e do Podemos, com a oferta de disputar o Senado e assumir o comando estadual da legenda.
Estratégia bolsonarista e impasse com aliados
A intenção de Carol é permanecer na coligação de Jorginho para formar dobradinha com Carlos Bolsonaro, que também é cotado ao Senado. A avaliação é que ambos teriam competitividade eleitoral.
Jorginho Mello, por sua vez, sinalizou que pretende sustentar uma chapa alinhada ao eleitorado bolsonarista, mesmo que isso implique tensionar acordos nacionais do PL.
O impasse coloca Valdemar da Costa Neto e o Progressistas em posição delicada, especialmente diante da articulação da Federação União Progressista (PP e União Brasil), que pode buscar alternativa no grupo do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
A definição precisa ocorrer antes do fechamento da janela partidária, tornando as próximas semanas decisivas para o desenho da disputa ao Senado em Santa Catarina.



