MISTÉRIO REVELADO

Cápsula do tempo enterrada há 50 anos em Jaraguá do Sul é aberta e revela relíquias históricas

Caixa enterrada no centenário da cidade foi aberta durante as comemorações dos 150 anos do município

Cápsula do tempo enterrada há 50 anos em Jaraguá do Sul é aberta e revela relíquias históricas
Publicado em 14/06/2026 às 11:00

A cápsula do tempo enterrada em 1976 durante as comemorações do centenário de Jaraguá do Sul foi aberta na manhã desta sexta-feira (12), revelando objetos e documentos que permaneceram guardados por quase cinco décadas. A abertura da caixa marcou mais um momento especial nas celebrações dos 150 anos do município do Norte catarinense.

O que deveria ser uma simples revelação histórica acabou trazendo uma surpresa para a equipe responsável. Ao iniciar a abertura da estrutura metálica, os técnicos encontraram uma grande quantidade de água no interior da cápsula, que chegou a cobrir completamente os materiais armazenados desde o século passado.

Relíquias históricas encontradas

Mesmo com os danos provocados pela infiltração, uma primeira inspeção permitiu identificar diversos itens preservados dentro da cápsula.

Entre os objetos encontrados estavam jornais da época, chaveiros, sacolas promocionais, envelopes, placas comemorativas e brasões. Todo o material será analisado detalhadamente por especialistas para identificar e recuperar o máximo possível do conteúdo.

Parte dos itens deverá integrar o acervo de museus da cidade, enquanto outra parte será destinada ao Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul.

Água danificou parte do material

A quantidade de água encontrada dentro da caixa chamou a atenção dos técnicos. Durante a abertura, o líquido chegou a vazar por um dos pontos da estrutura.

Após ser aberta pela primeira vez em quase 50 anos, a cápsula precisou ser inclinada para que toda a água fosse retirada, permitindo o acesso ao material protegido por uma lona colocada pelos organizadores da época.

Apesar da tentativa de proteção, a infiltração atingiu os documentos e outros objetos armazenados.

Trabalho de restauração

O prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, destacou que os materiais passarão por um processo cuidadoso de recuperação.

Segundo ele, a expectativa é que os técnicos consigam restaurar boa parte dos documentos e objetos deixados pelos moradores da época para as futuras gerações.

A historiadora Silvia Regina Toassi Kita acredita que intervenções realizadas ao longo das décadas na Praça Ângelo Piazzolla, onde a cápsula permaneceu enterrada, podem ter contribuído para os danos observados.

De acordo com a especialista, as diversas obras executadas no local ao longo dos anos podem ter comprometido a estrutura da caixa, facilitando a entrada de água e afetando a conservação do conteúdo.

Agora, começa uma nova etapa da história da cápsula: a recuperação e catalogação dos materiais que sobreviveram ao tempo e que ajudarão a contar parte da trajetória de Jaraguá do Sul para as próximas gerações.