CAÇA-TESOUROS
Caçador de tesouros revela o que encontrou em praia de SC após réveillon com 1 milhão de pessoas
Mateus Natan usa detector de metais na Praia Central e transforma achados em conteúdo e negócio

O réveillon de Balneário Camboriú, um dos maiores de Santa Catarina, reuniu cerca de 1 milhão de moradores e turistas na Praia Central. Com tanta gente concentrada em poucos quilômetros de areia, a consequência é inevitável: a perda de joias, acessórios, documentos e objetos pessoais. É nesse cenário que entra em ação Mateus Natan da Silva, conhecido nas redes sociais como o “caçador de tesouros”.
Utilizando um detector de metais, o jovem percorre a praia após grandes eventos e durante a alta temporada em busca de itens perdidos. Apesar da expectativa de encontrar objetos de alto valor, Mateus conta que a maioria dos achados é composta por bijuterias, óculos de sol e pequenos acessórios, que acabaram virando uma coleção curiosa em casa.
Segundo ele, os itens mais valiosos encontrados recentemente foram uma pulseira avaliada em cerca de R$ 500, uma aliança e alguns anéis de prata. Em vídeos publicados nas redes sociais, Mateus mostra como a “caçada” pode render achados significativos em poucos minutos, apenas passando o detector pela areia da Praia Central.
Além dos objetos, o trabalho também contribui para a limpeza do local. Mateus destaca que, junto com a família, acaba retirando grande quantidade de lixo da praia. Entre os itens mais inusitados já encontrados estão uma dentadura, algemas de polícia, um motor de barco e até um iPhone que ainda estava funcionando.
O que começou como curiosidade virou também uma forma de prestação de serviço. Mateus atua no resgate de objetos perdidos, ajudando pessoas que perderam itens de valor financeiro ou sentimental. O serviço funciona mediante contratação, com cobrança parcial pelo deslocamento e uso dos equipamentos, e o restante do valor apenas se o objeto for localizado.
Os preços variam conforme a dificuldade da busca. Em áreas secas, os valores costumam ficar entre R$ 600 e R$ 1 mil, enquanto buscas que exigem mergulho podem chegar a R$ 3 mil. A distância e as condições do local também influenciam no custo final.
Apesar disso, Mateus explica que a principal fonte de renda atualmente vem da produção de conteúdo digital. Somando Instagram e TikTok, ele já ultrapassa 800 mil seguidores, acompanhando suas expedições em praias de Santa Catarina e até fora do Brasil, como em uma viagem recente ao Chile.
A história com o detector de metais começou cedo. Aos 15 anos, durante uma viagem ao Paraguai, surgiu a ideia de comprar o equipamento. Na época, ele e o pai adquiriram um modelo simples, acreditando que encontrariam ouro na praia. Os resultados não apareceram, apenas muito lixo, e a experiência foi deixada de lado.
Foi após a pandemia que a ideia ressurgiu. Incentivado pelo pai, Mateus decidiu retomar a atividade, desta vez com foco na criação de vídeos para a internet. A iniciativa deu certo e transformou o antigo hobby em profissão, unindo curiosidade, entretenimento e serviço à comunidade.



