ELEIÇÕES 2026

Após contrariar prefeitos, Amin encara nova pressão sobre alianças

Senador já havia divergido da base do partido e agora vê cenário nacional complicar ainda mais sua posição

Após contrariar prefeitos, Amin encara nova pressão sobre alianças
Publicado em 30/03/2026 às 21:34

O senador Esperidião Amin volta a enfrentar um cenário político delicado dentro do Progressistas (PP) em Santa Catarina. Após já ter adotado uma posição contrária ao desejo da maioria dos prefeitos e deputados estaduais do partido — que defendiam apoio à reeleição do governador Jorginho Mello —, Amin agora se vê diante de mais uma situação que pode forçá-lo a rever sua estratégia para 2026.

O novo fator de pressão surge a partir do cenário nacional. Com a aproximação do PP ao projeto presidencial liderado por Flávio Bolsonaro, cresce a tendência de alinhamento automático dos diretórios estaduais, o que pode empurrar o partido em Santa Catarina para a base de Jorginho Mello.

Esse movimento colide diretamente com a articulação recente de Amin no Estado, onde o senador tem buscado construir uma alternativa ao lado de João Rodrigues, possível candidato ao governo pelo PSD.

O histórico recente evidencia o desgaste interno. Em março, a executiva estadual do PP deliberou pelo apoio à reeleição de Jorginho, decisão respaldada por prefeitos, deputados e lideranças da sigla. Na sequência, um encontro com cerca de 40 prefeitos reforçou publicamente esse posicionamento.

Apesar disso, Amin seguiu em direção oposta ao participar de articulações com MDB, PSD e União Brasil, sinalizando apoio a uma eventual candidatura de João Rodrigues ao governo. A movimentação expôs ainda mais a divisão interna do partido.

Agora, com o avanço das definições no cenário nacional, o senador catarinense pode ter de reavaliar novamente seu posicionamento. Sem espaço garantido em uma eventual chapa ligada ao bolsonarismo e sem disposição para disputar de forma isolada, Amin tenta equilibrar interesses estaduais e nacionais enquanto busca viabilizar sua reeleição ao Senado.

O impasse evidencia um cenário de pressão crescente. De um lado, prefeitos e lideranças do PP que defendem a continuidade do apoio ao atual governo estadual; de outro, a tentativa de construção de um novo projeto político que garanta protagonismo ao senador.

Diante desse quadro, Esperidião Amin pode ser obrigado, mais uma vez, a recalcular sua rota política — agora sob risco de isolamento dentro do próprio partido.