TRAGÉDIA

“Acordei com os tiros”: única sobrevivente da chacina fala à polícia

Depoimento da sobrevivente aponta controle e possível premeditação do crime

“Acordei com os tiros”: única sobrevivente da chacina fala à polícia
Foto: Redes Sociais, Reprodução
Publicado em 25/09/2025 às 12:51

Duas semanas após a chacina que chocou Joinville e todo o estado, a única sobrevivente do crime, Rita de Cassia Pereira Araujo Silva, de 65 anos, prestou seu primeiro depoimento à Polícia Civil. Ela continua internada no Hospital São José, onde foi ouvida pelo delegado Dirceu Silveira nesta quarta-feira (25).

Rita foi baleada pelo genro, identificado como Ramzi Mohsen Hamdar, de 49 anos, que tirou a vida da esposa, Ingrid Iolly Araujo Silva Berilo, e dos filhos dela — uma menina de 11 anos e um adolescente de 15. Após o crime, Ramzi se suicidou dentro da residência.

Segundo o relato da sobrevivente, a tragédia começou por volta das 3h da madrugada de 11 de setembro. Ela contou que acordou ao ouvir tiros e, ao sair para o corredor, encontrou a filha já sem vida. Ao se deparar com a sogra, Ramzi teria disparado várias vezes contra ela. Mesmo ferida, Rita conseguiu pedir socorro.

Em seu depoimento, a mulher também revelou que o genro era controlador e mantinha um relacionamento ruim com ela e os enteados, embora não houvesse conflitos ou discussões na noite anterior. Para o delegado, isso reforça a hipótese de que o crime tenha sido premeditado.

A investigação segue em andamento, com a análise de laudos de balística e toxicológicos que indicarão se o autor estava sob efeito de drogas ou álcool. Outros familiares de Rita ainda serão ouvidos antes da conclusão do inquérito.

Ramzi deve ser indiciado por feminicídio contra Ingrid e a filha de 11 anos, tentativa de feminicídio contra a sogra e homicídio contra o adolescente de 15 anos.