CRESCIMENTO

Como uma empresa do Alto Vale saiu do zero para faturar R$ 100 milhões e conquistar a África

Com sede em um município de 8 mil habitantes, empresa cria modelo inovador que já economizou R$ 580 milhões para consumidores

Como uma empresa do Alto Vale saiu do zero para faturar R$ 100 milhões e conquistar a África
Publicado em 20/09/2025 às 6:35

Santa Terezinha, no Alto Vale do Itajaí, mal chega a nove mil moradores, mas é de lá que surge um dos nomes mais ousados da energia solar no Brasil. A Rudnik Energia Solar, criada há apenas oito anos, acaba de anunciar o lançamento do primeiro ecossistema completo do país, capaz de oferecer todos os serviços da cadeia solar – da importação e logística até instalação, monitoramento e suporte pós-venda.

Com essa estrutura inédita, a empresa projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2025 e dá início a uma expansão internacional que já inclui fornecimento de energia sustentável para Guiné-Bissau, na África. “Nosso propósito é ampliar o potencial transformador da energia limpa, mostrando que Santa Catarina tem capacidade de inovar e inspirar o mundo”, destaca o CEO e fundador Elcio Rudnik.

O modelo criado rompe com o padrão predominante no mercado brasileiro, ainda concentrado apenas na revenda de equipamentos. A Rudnik desenvolveu um centro logístico próprio e inaugurou usinas, como a Horizon I em São José do Cedro, o que garante maior poder de compra e prazos de entrega reduzidos. Até agora, são mais de 10 mil projetos instalados, 6 mil sistemas monitorados em tempo real, 307 mil módulos implantados e cerca de R$ 580 milhões em economia gerada aos clientes.

Reconhecida pela Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), a empresa figura entre as 14 brasileiras com certificação AAA, um nível avançado conquistado por poucas do setor. O avanço acompanha a expansão da energia solar no país, que já ultrapassou a marca histórica de 40 gigawatts de capacidade instalada e movimentou mais de R$ 189 bilhões desde 2012, gerando cerca de 1,2 milhão de empregos verdes.