CASO NARDONI

O segredo que voltou à tona no caso Isabella Nardoni

Servidora penal afirma que avô de Isabella teria criado álibi e colaborado com o crime — reviravolta abre possibilidade de nova investigação

O segredo que voltou à tona no caso Isabella Nardoni
Publicado em 12/09/2025 às 20:02

Após 17 anos da morte brutal da menina Isabella Nardoni, surge uma acusação capaz de reacender o caso que chocou o Brasil. Documentos obtidos pela coluna de Fábia Oliveira revelam que uma servidora pública, responsável pelo acompanhamento de Anna Carolina Jatobá (madrasta de Isabella), relatou ter ouvido, da própria condenada, que Antônio Nardoni — avô paterno — teria participado do crime. 

Segundo o relato, Antônio teria prestado auxílio consciente aos réus na época, criando álibi para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, colaborando para acobertar o que de fato ocorreu. Há ainda a acusação de que o avô poderia ter tido papel ativo, “efetivo ou instigador”, na execução da criança, que ainda vivia quando foi arremessada da janela. O documento afirma que Antônio não foi investigado na época dos fatos. 

A acusação foi formalizada por meio de uma representação da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ enviada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A entidade pede “instauração ou reabertura” de inquérito policial contra Antônio, além de providências de proteção para a servidora penal que fez o relato, visto que ela teme represálias. 

Repercussão pública tem sido intensa. Autoridades e a sociedade civil defendem que justiça seja feita de forma plena, considerando as novas alegações. A hipótese de que alguém até então não investigado tenha contribuído diretamente para o crime de uma criança volta a colocar o caso em evidência nacional — com potencial para alterar entendimentos jurídicos do que aconteceu em 2008. 

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