CRUELDADE

Padrasto de criança morta em Florianópolis pesquisou sobre enforcamento em IA no dia do crime

Casal foi indiciado por homicídio qualificado; menino de quatro anos morreu por traumatismo abdominal no Sul da Capital

Padrasto de criança morta em Florianópolis pesquisou sobre enforcamento em IA no dia do crime
Foto: PMF, Divulgação
Publicado em 29/08/2025 às 13:09

A investigação da Polícia Civil revelou um detalhe macabro sobre a morte do menino de quatro anos, ocorrida em 17 de agosto, em Florianópolis. De acordo com o inquérito, o padrasto da criança, de 23 anos, teria recorrido a um aplicativo de Inteligência Artificial (IA) no mesmo dia do crime, perguntando: “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?”.

Na resposta, a própria IA alertou que enforcar uma criança é extremamente perigoso e nunca deve ser feito, explicando ainda os efeitos de um enforcamento no corpo.

O laudo necroscópico, incluído no inquérito, aponta que a causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal, provocado por instrumento contundente. Para a polícia, há indícios claros de que a criança sofria maus-tratos constantes, agredida pelo padrasto com conhecimento da mãe.

O casal foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e contra pessoa menor de 14 anos. O caso está agora na 36ª Promotoria da Capital, sob responsabilidade do promotor André Otávio Vieira de Mello, que decidirá sobre a denúncia.

Relembre o caso

O crime aconteceu por volta das 15h30 do dia 17 de agosto, quando o menino foi levado em parada cardiorrespiratória ao MultiHospital, no Sul da Ilha. Ele já chegou sem vida ao local, apesar das tentativas de reanimação feitas por uma vizinha enfermeira.

Os profissionais identificaram mordida na bochecha, hematomas no abdômen e marcas nas costas da vítima, sinais compatíveis com agressões anteriores. O padrasto afirmou em depoimento que o menino havia “ficado estranho” durante o dia e que pediu ajuda à vizinha quando ele desmaiou. A mãe, de 24 anos, disse estar no trabalho.

Diante das lesões e do comportamento considerado suspeito do padrasto, o casal foi preso em flagrante. A mãe foi liberada na audiência de custódia por estar grávida, enquanto o padrasto segue detido.