EXEMPLO

De pai para filho: a trajetória de duas gerações na indústria catarinense

Em Criciúma, histórias de trabalho, orgulho e superação se entrelaçam com os valores da indústria local

De pai para filho: a trajetória de duas gerações na indústria catarinense
Publicado em 29/08/2025 às 5:42

No sul de Santa Catarina, em Criciúma, a história de Valdemir Santos Joaquim e de seu filho Filipe Borges Joaquim mostra como a dedicação e o orgulho pelo trabalho podem atravessar gerações. Ambos construíram suas carreiras dentro da mesma empresa de materiais para construção civil, a Imbralit, e hoje representam a força da indústria catarinense.

Valdemir iniciou sua trajetória em 1993 como auxiliar e, com esforço e aprendizado, tornou-se operador de empilhadeira, função que exerceu por 17 anos e meio. “Aqui foi minha segunda casa. Chegava de manhã e, se precisasse, virava a noite. A gente fazia com amor”, relembra. Esse mesmo sentimento ele passou ao filho.

Inspirado pelo exemplo do pai, Filipe começou como estagiário de Eletrotécnica em 2010 e, dois anos depois, foi efetivado como eletricista. Hoje, atua como projetista elétrico no setor de engenharia, unindo conhecimento técnico e inovação. “Eu sempre admirei o comprometimento do meu pai. Carrego isso comigo. Todo dia é um desafio diferente e é gratificante ver o projeto sair do papel e ganhar vida”, afirma.

Para Valdemir, ver o filho crescer na mesma empresa é motivo de orgulho: “Não tem dinheiro que pague. Ele ficou no meu lugar. Sempre falei: mostra teu talento. Um dia, vão reconhecer”. Filipe, por sua vez, sonha em sair da Imbralit da mesma forma que o pai saiu: com portas abertas e amizades para a vida.

Segundo a coordenadora de RH da empresa, Jordana Rocha de Souza, histórias como essa refletem a cultura organizacional de valorização das pessoas. “O Filipe cresceu com mérito próprio. Isso mostra que a indústria tem espaço para quem busca desenvolvimento.”

Casos como esse são comuns em Santa Catarina. Dados do Observatório FIESC apontam que mais de 68% das empresas industriais catarinenses promoveram colaboradores de funções operacionais para cargos técnicos ou de liderança nos últimos cinco anos. Para o diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, isso fortalece o setor: “A experiência precisa ser transmitida e valorizada. Essa conexão entre gerações cria pertencimento e dá continuidade à identidade da indústria.”