DEPOIMIENTO

“Vai ter que me prender para me calar”, diz Silas Malafaia após depoimento à PF

Pastor foi alvo de mandados de busca e apreensão no Aeroporto do Galeão e criticou o ministro Alexandre de Moraes após ser ouvido pela Polícia Federal

“Vai ter que me prender para me calar”, diz Silas Malafaia após depoimento à PF
Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo
Publicado em 21/08/2025 às 7:21

O pastor Silas Malafaia prestou depoimento à Polícia Federal na noite desta quarta-feira (20), após ser abordado no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu mandados de busca pessoal e apreensão de celulares.

A ação faz parte do inquérito que investiga suposta coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo são réus.

Após o depoimento, Malafaia criticou duramente Alexandre de Moraes, a quem chamou de “criminoso”, e afirmou que está sofrendo perseguição política. “Vai ter que me prender para me calar. Ele estabelece o crime de opinião no estado democrático de direito. Onde é que você é proibido de conversar com alguém? Que democracia é essa?”, declarou o pastor diante de apoiadores.

Entre as medidas cautelares impostas, além da apreensão de aparelhos eletrônicos, estão a proibição de deixar o país e a de manter contato com outros investigados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente às medidas, afirmando que a PF reuniu indícios de que Malafaia teria atuado como “orientador e auxiliar” de ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro para interferir no andamento da ação penal.