VIOLÊNCIA
SC registra aumento de violência contra profissionais de saúde, com ameaças liderando casos
Agressões físicas também preocupam, mas maioria dos registros envolve ameaças, injúrias e desacato a médicos e enfermeiros

Os casos de violência contra profissionais de saúde cresceram em Santa Catarina e se tornaram motivo de alerta para médicos, enfermeiros e demais trabalhadores do setor. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), apenas em 2024 foram registradas 386 ocorrências contra médicos, além de diversos episódios contra enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Embora agressões físicas tenham chamado atenção em cidades como Joinville e Blumenau, a maior parte das ocorrências no Estado envolveu ameaças (110 registros), desacato (72) e injúria (43). Situações de perturbação do trabalho, lesão corporal leve e até violência psicológica também aparecem nos levantamentos.
O crescimento é contínuo desde 2019, com exceção de 2020, primeiro ano da pandemia, quando houve queda nos números. O ambiente que mais concentrou casos de violência foram os postos de saúde, seguidos por farmácias e hospitais.
O Conselho Regional de Enfermagem de SC (Coren-SC) destacou que recebe relatos constantes de agressões verbais e físicas contra profissionais da categoria em diferentes regiões do Estado. Em nota, a entidade classificou a situação como “inadmissível” e reforçou a necessidade de medidas urgentes de proteção.
Segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) em parceria com a Fiocruz, 1 em cada 4 profissionais da área já sofreu violência no ambiente de trabalho, sendo que apenas 29% afirmam sentir-se realmente seguros.
O Coren-SC reforça que, diante de ataques, enfermeiros e técnicos podem solicitar um Desagravo Público, instrumento que defende a dignidade profissional e reafirma o respeito que a sociedade deve aos trabalhadores da saúde.



