CHOCANTE
Hamas divulga vídeo de refém israelense cavando a própria cova e choca o mundo
Imagens mostram Evyatar David debilitado, cavando um buraco em túnel de Gaza e dizendo acreditar que será enterrado ali; vídeo é usado como apelo por ajuda humanitária

Um vídeo divulgado neste sábado (2) pelo grupo terrorista Hamas chocou o mundo ao mostrar o refém israelense Evyatar David cavando o que ele acredita ser sua própria cova, em um túnel na Faixa de Gaza. Nas imagens, o homem aparece visivelmente debilitado, segurando uma pá, e diz estar há dias sem comer.
“Isso não é ficção, isso é real. Não há comida”, afirma David, enquanto mostra o próprio corpo enfraquecido. Em seguida, alguém fora das câmeras entrega uma lata de lentilha, que, segundo ele, será sua única refeição por dias: “É apenas para me manter vivo”.
Na sequência, ele começa a cavar um buraco no chão e desabafa: “O que estou fazendo agora é cavando a minha própria cova. […] Essa é a cova onde acredito que serei enterrado”. O vídeo, gravado em 27 de julho, é o segundo divulgado pelo Hamas em dois dias e parece ter o objetivo de pressionar Israel a permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
A divulgação gerou comoção em Israel e no exterior. Em protestos realizados em Tel Aviv, familiares de reféns pediram ações imediatas do governo israelense. “Eles estão à beira da morte”, disse Ilay David, irmão de Evyatar.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, reagiu com indignação, dizendo que “o mundo não pode permanecer em silêncio diante do abuso sádico dos reféns”.
Enquanto isso, as negociações por um cessar-fogo seguem em impasse. O enviado do ex-presidente Donald Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou estar trabalhando com Israel em um plano para reconstruir Gaza e encerrar a guerra, embora o Hamas insista em manter sua “resistência armada” até que um Estado palestino soberano seja reconhecido.
A crise humanitária na região também se agrava. Segundo autoridades israelenses, pelo menos seis pessoas morreram de fome neste domingo (3). A ONU critica a lentidão na liberação de ajuda e afirma que os lançamentos aéreos são insuficientes.
A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023 após um ataque do Hamas que matou mais de 1.200 pessoas e sequestrou 251, já causou mais de 60 mil mortes em Gaza, segundo autoridades locais.
De acordo com Israel, 50 reféns ainda estão sob controle do grupo; acredita-se que apenas 20 estejam vivos. O Hamas afirma estar disposto a permitir ajuda da Cruz Vermelha aos cativos se corredores humanitários forem abertos permanentemente.
Vídeo/Foto: G1



